<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3809914</id><updated>2011-06-07T23:17:06.715-07:00</updated><title type='text'>Revisita MPB</title><subtitle type='html'>''...É preciso cantar e alegrar a cidade...''</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://revisitampb.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revisitampb.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Amadeu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08790758247792967212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>30</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3809914.post-86177608</id><published>2002-12-17T10:50:00.000-08:00</published><updated>2002-12-17T10:56:33.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;CENTER&gt;Estamos em novo endereço. Atualizem seus bookmarks, por favor...&lt;br /&gt;&lt;a href="http://revisitampb.festim.net"&gt;&lt;font face="Verdana" size="5" color="#000080"&gt;&lt;b&gt;http://revisitampb.festim.net&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/CENTER&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3809914-86177608?l=revisitampb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/86177608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/86177608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revisitampb.blogspot.com/2002_12_15_archive.html#86177608' title=''/><author><name>Amadeu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08790758247792967212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3809914.post-85289561</id><published>2002-11-30T02:30:00.000-08:00</published><updated>2002-11-30T02:38:22.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img src="http://sopravariar.no.sapo.pt/cassia.jpg" border="0" alt="Cássia Eller"&gt;&lt;br /&gt;"E não há nenhuma outra hipótese que eu não considere, mas...&lt;br /&gt;o que eu queria mesmo ser é a Cássia Eller"&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Minha mente entra em turbilhão, com a força característica da voz dela, quando paro para pensar em Cássia Eller. Foi, sem sombra de dúvidas, a mais importante cantora do universo pop/rock dos anos 90. E o verbo, no seu tempo passado, me salta aos olhos de novo. Não, ainda não acredito. O engasgo volta à tona quando leio nos comentários daqui do Revisita que eu seria encarregado de escrever sobre ela. Então, busco um retrocesso, uma volta no tempo. Para talvez tentar me distanciar do triste e implacável agora.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Nascida no Rio de Janeiro, em 10 de dezembro de 1962. Residiu em Santarém (PA), Belo Horizonte (MG) e Brasília (DF). E foi em Brasília onde aconteceram os primeiros passos na carreira de Cássia. Participou de um espetáculo de Oswaldo Montenegro &lt;i&gt;(Veja você Brasília)&lt;/i&gt;, foi integrante de um trio elétrico, tocou surdo em grupo de samba, cantou forró e foi corista de ópera. Tendo como "base" (como ela mesmo afirmava) as canções dos Beatles, ainda havia espaço para muito mais coisa na sua formação musical: "Minha mãe conhecia muita MPB e me acostumei a ouvir jazz e blues, também". Veio daí sua queda pelas canções de Luís Melodia, Beto Guedes, Caetano Veloso, Itamar Assumpção, Arrigo Barnabé e Nina Simone.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Seu primeiro grande show foi em 83, ainda com sua banda "Malas &amp; Bagagens", no RockWay 2 - um festival organizado como opção ao RockInRio, que iria acontecer alguns meses depois - festival que teve a presença de nomes como Raul Seixas, Cor do Som, Roupa Nova, Lulu Santos, Gang 90 e Luis Guedes. E foi neste festival que os Paralamas do Sucesso tocaram em Brasília pela primeira vez. Entre 1985 e 1988, Cássia passou a cantar na noite e fez a fama no circuito underground brasiliense com seu repertório calcado no blues e no rock.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;A primeira explosão acontece quando Cássia regrava a belíssima "Por Enquanto", de Renato Russo. O &lt;i&gt;crossover&lt;/i&gt; Legião/Beatles agradou o próprio Renato, como nos conta a pequena Cássia, entre risos: "Nós nunca havíamos nos encontrado em Brasília, quando morávamos lá. No Rio, logo depois que gravei o primeiro disco (Cássia Eller/90) o encontrei em uma festa e fomos apresentados. Ele chegou para mim e disse: "Foi você que gravou Por Enquanto?" Tremi nas bases. Sabia da fama de que ele era exigente e não gostara de algumas regravações. Falei: 'Foi'. Ele disse: Ficou bonitinha". &lt;br&gt;&lt;br /&gt;Seus oito discos, espalhados em seus efêmeros 10 anos de carreira, contaram com regravações de Itamar Assumpção, Jimi Hendrix, Premeditando o Breque, Riachão, Ataulfo Alves, Tião Carvalho, João do Valle, Legião Urbana e Cazuza, entre outras incontáveis pérolas. O que faz de Cássia um exemplo de "revisitante": revelando nomes desconhecidos pela ingrata mídia, e dando nova vida a músicas de mestres eternos da nossa música.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;"Eu não sou marginal, eclética, porra nenhuma do que alguns dizem. Eu sou popular, cara."&lt;br&gt;&lt;br /&gt;É sim, e sempre será. E é impressionante como o pretérito não se encaixa em frases que tentam dizer algo sobre essa mulher-mãe-furacão-garganta. E o turbilhão se faz tempestade, ouvindo Cássia cantar: "Eu sei que me disseram por aí (...) que você tava com saudades de me ver cantar por aí". Saudades, muitas. Mas o que ela fez é eterno. E é isso que vale, no final das contas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3809914-85289561?l=revisitampb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/85289561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/85289561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revisitampb.blogspot.com/2002_11_24_archive.html#85289561' title=''/><author><name>Marcelo Siqueira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3809914.post-84912685</id><published>2002-11-21T23:17:00.000-08:00</published><updated>2002-11-22T05:43:12.230-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;'Participação Especial' assinada por&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.dissonancia.cjb.net/" target="_blank"&gt;Edberto&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://www.revisitampb.blogger.com.br/djavan-01.jpg" border="0"&gt;&lt;br /&gt;Cantar é mover o dom do fundo de uma paixão&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Maestro por intercedência divina, eis a personificação do dom, do talento mister de fazer música. O destino já reservava àquele garoto de infância pobre das Alagoas, nascido em 27 de janeiro de 1949, que sonhava em ser jogador de futebol, a consagração, nunca outrora imaginada, como um dos maiores expoentes da Música Popular Brasileira, quiça do mundo. Seu nome: &lt;a href="http://www.djavan.com.br/" target="_blank"&gt;Djavan&lt;/a&gt; Caetano Viana.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O violão que ganhou de um amigo e aprendeu a tocar de ouvido deu asas ao destino, que tomou conta da sua vida levando-o de casa para o mundo, em busca do seu caminho. Aos 18 já era vocalista e guitarrista da banda LSD, Luz Som Dimensão, tocando principalmente sucessos da Jovem Guarda e Beatles. Logo seu dom artístico foi ganhando vida, novos horizontes, e novas canções germinavam dando início a uma história musical de excelência indiscutível.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Maceió ficou pequena para o inventor de canções, que já fora inventor de acordes, no início da sua incursão artística, quando não conhecia as teorias sobre os sons que primorosamente dominava. Partiu com a família em 1973 para o Rio de Janeiro, passando dificuldades cantando em bares e casas noturas da Cidade Maravilhosa e emprestando a voz a canções de outros autores, integrando trilhas sonoras de novelas televisivas. E já em 1975 ganhou o segundo lugar do Festival Abertura da Rede Globo com a música &lt;i&gt;Fato consumado&lt;/i&gt;, o que lhe abriu as portas da indústria fonográfica, possibilitando a gravação do seu primeiro LP &lt;i&gt;A voz, o violão e a arte de Djavan&lt;/i&gt; em 1976, dando inicio à imortalização da sua história.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;De lá para cá o Mestre selou seu sucesso, conquistando ouvidos de públicos diversos, e o reconhecimento de grandes personalidades da música nacional e internacional, tendo inclusive em 1982 a participação do também músico, cantor e compositor Stevie Wonder tocando harmônica em &lt;i&gt;Samurai&lt;/i&gt;; marco da da internacionalização da sua carreira.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Excelente intérprete e instrumentista, arranjador iluminado, criador de harmonias e melodias ricas e magníficas explorando com muita criatividade caminhos originais, com muito bom gosto, poeta profundo conhecedor dos sons das palavras, Djavan é enfim tradução de brasilidade, requinte, musicalidade e poesia. Lapida e dá preciosidade aos sons. Samba, jazz, funk, todos os estilos explorados a fundo, a djavanear o que há de bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sobre o autor:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Nome:Edberto Cardoso&lt;br /&gt;URL: http://www.dissonancia.cjb.net&lt;br /&gt;E-mail dissonante@uol.com.br &lt;br /&gt;Cidade: Campinas/SP&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3809914-84912685?l=revisitampb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/84912685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/84912685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revisitampb.blogspot.com/2002_11_17_archive.html#84912685' title=''/><author><name>Amadeu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08790758247792967212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3809914.post-84498655</id><published>2002-11-13T16:43:00.000-08:00</published><updated>2002-11-21T22:58:23.920-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;CENTER&gt;&lt;img src="http://www.revisitampb.blogger.com.br/vinicius.gif"&gt;&lt;br /&gt;Essencialmente poeta,&lt;br /&gt;na busca incessante do amor,&lt;br /&gt;tanto na vida quanto na arte.&lt;/CENTER&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta abriu as torneiras da banheira. Ouviu o barulho da água quente correndo. O ar se encheu de branco vapor. Preparava- se para o banho. Já sem roupa, entrou na banheira. A água morna a envolver seu corpo debilitado, a sensação de proteção a inundar- lhe a alma. Ele - que sempre vivera mais intensamente que qualquer um, tirando tudo de cada momento, dotando as palavras de vida e de amor, de significados ao mesmo tempo intensos e sublimes - sabia que completara seu ciclo. O poeta se separou do mundo, morreu surpreendendo as mulheres a quem amara, os filhos, os amigos, os parceiros, o público que o adorava. Ele sabia que seu ciclo havia chegado ao fim. Mas nenhum de nós estava preparado para aquela manhã de 9 de julho de 1980.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram pouco mais de 7 horas da manhã. Estava decretado que haveria um pouco menos de poesia e alegria no ar. O que viria a seguir seria, acima de tudo, a saudade, a falta. Falta dos poemas feitos para serem dados de presente, das músicas dedicadas aos infinitos amores. Saudades do poetinha que gostava de agradar os amigos com receitas cuidadosamente preparadas, que apreciava bate- papos sem fim, que sempre tinha tempo prá ouvir histórias engraçadas e lamentos. Um diplomata a quem não agradavam as formalidades, os protocolos, as gravatas ou as obrigações. Um homem que vivia num eterno e latente estado de paixão e  que prezava, mais que tudo a sua liberdade. Era também o poeta que buscava encontrar o lúdico em qualquer situação, fosse ela trágica ou feliz. Alguém que tirava beleza de tudo o que tocava. Pensava até numa maneira bonita de se matar, se por acaso a vida lhe mandasse alguma invalidez ou paralisia física - coisas que sua alma nunca poderia suportar com dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Achei!!! - exclamara certa vez para o parceiro Toquinho&lt;br /&gt;-- ???&lt;br /&gt;-- Achei, 'parceirinho'... Achei a forma mais suave de me matar...&lt;br /&gt;-- !?!?!?!?!?!?!&lt;br /&gt;-- Um jeito ótimo! Vou gravar num cassete todas as músicas que lembram minhas mulheres, minhas paixões. E encher um panelão de doces...&lt;br /&gt;-- osdf jdsf%%%%###&lt;br /&gt;-- ...enquanto a fita roda, vou ouvindo as músicas e comendo os doces, todos, até me empanturrar, até estourar minha diabetes, e entrar em coma, que é algo leve. A pessoa vai desmaiando, vai sumindo aos poucos. Vai ser assim, ouvindo as músicas e chorando por minhas mulheres e comendo doces, até me sufocar suavemente...&lt;br /&gt;-- CALA A BOCA, VINÍCIUS!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria assim. Aconteceria com ele deitado em sua banheira, talvez já saturado da vida que levava - a isquemia, a fala difícil, a proibição de beber, o lento mover- se -, ouvindo o barulho da água, como se retornasse ao útero materno. Em silêncio, sem sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Obs:&lt;/b&gt; Se vc souber de um site que tenha uma boa biografia do poetinha, por favor, nos informe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3809914-84498655?l=revisitampb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/84498655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/84498655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revisitampb.blogspot.com/2002_11_10_archive.html#84498655' title=''/><author><name>Amadeu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08790758247792967212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3809914.post-84401917</id><published>2002-11-11T21:07:00.000-08:00</published><updated>2002-11-11T21:09:17.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;CENTER&gt;&lt;img src="http://www.revisitampb.blogger.com.br/ataulfo-01.gif"&gt;&lt;br /&gt;Merece um post à parte.&lt;br /&gt;Ataulfo e as primeiras 'Pastoras'&lt;br /&gt;na década de 40.&lt;/CENTER&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 2 de maio de 2003 &lt;a href="http://www.cifrantiga.hpg.ig.com.br/Sambouro/ataulfo_alves.htm" TARGET="_blank"&gt;Ataulfo Alves&lt;/a&gt; faria 94 anos. O sambista de Ai que saudades da Amélia, no mesmo ano, a 20 de abril, completará 34 anos de morto. Nesse período, o público foi sendo posto à distância da obra notável do compositor, devido à inexistência de programação eclética e variada em nossas emissoras de rádio e TV. Por outro lado, obras como 'Leva meu samba', 'Laranja madura', 'Pois é', 'Sei que é covardia', 'Atire a primeira pedra', 'Mulata assanhada', 'Meus tempos de criança' e o desde sempre clássico 'Amélia' transformaram- se em clássicos da nossa MPB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ascensão e glória de Ataulfo Alves está a merecer estudo e inserção entre os valores do movimento negro brasileiro e entre os pilares do samba urbano- carioca do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como terá sido possível - e foi - por meio do talento, emergir em meios que só deferiam prestígio e notoriedade aos brancos, como o rádio, o disco e o show? Estudando- se a vida de Ataulfo, resulta impressionante a capacidade de invenção e criatividade daquele menino de paupérrima origem, vindo para o Rio com 17 anos, sem qualquer estudo ou chances de subir na vida, e com lances de  criatividade, aplicação, sensibilidade inata e talento elaborado de autodidata, consegue, por meio da música popular, recuperar o acento de tristeza ancestral, milenar, da sensibilidade africana aplicada (ou metamorfoseada) nas letras e melodias vindas de um tipo de estesia típico dos anos 30, 40 e 50 no Rio de Janeiro. Ele conseguiu, aapenas com talento e bom senso, ser magnífico admionistrador de uma carreira- solo, em época em que tal traabalho era impossível para quem não fosse apenas um cantor de sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasceu em 2 de maio de 1909, na cidade de Miraí, MG e disse, aos 57 anos:&lt;br /&gt;-- "Chamo-me Ataulfo Alves de Souza. Até hoje não sei porque este Alves no nome. Deve ser o nome da familia Alves Pereira; era gente graduada e meu pai, e eu também, trabalhamos para eles, e assim o nome ficou até hoje..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai de Ataulfo, Severino de certidão, Capitão por apelido, era um daqueles violeiros do interior do país e a mãe, que viveu noventa e tantos anos, dona Matilde, possuía uma bela voz e sempre cantou. Criança pobre, Ataulfo fez de tudo: marmiteiro, engraxate, menino de recados, condutor de carro de boi, plantador de café, arroz, milho... leiteiro. Acostumado ao trabalho, encontrava já na infância, a música como distração e alegria, além, é claro, das brincadeiras das quais se recordaria muito tempo depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua poesia bate em cada um de nós. Algumas vezes bate forte. Eu era feliz e não sabia... Quantos não sentem uma dorzinha doída ao pensar: "Onde andará Mariazinha, meu primeiro amor onde andará?..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Ataulfo tinha 12 anos, capitão morreu. Ficaram ele, mãe e 4 irmãs. "Homem" da casa, Ataulfo começou à desenvolver - forçado à seriedade precoce - a capacidade de trabalho, o amor pelo progresso e a consciência de que vida é luta. O traço de sabedoria presente em seus atos adultos e em letras que captaram vivências populares originou- se na consci~encia da necessidade de luta, trabalho e lucidez como condição para a superação das inevitáveis limitações da vida. Sobretudo prá quem era pobre. E negro.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3809914-84401917?l=revisitampb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/84401917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/84401917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revisitampb.blogspot.com/2002_11_10_archive.html#84401917' title=''/><author><name>Amadeu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08790758247792967212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3809914.post-84275396</id><published>2002-11-09T05:25:00.000-08:00</published><updated>2002-11-09T05:52:58.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img src="http://sopravariar.no.sapo.pt/negodito.jpg" border="0" alt="Itamar e Ataulfo, por Paulo Caruso"&gt;&lt;br /&gt;"Itamar e Ataulfo, por Paulo Caruso"&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Qual é o resultado da soma entre um dos maiores poetas da história da nossa música (que, aliás, será nosso próximo revisitado, através das belas palavras de nosso camarada Amadeu) e um dos caras mais geniais da atualidade? É o disco "&lt;a href="http://cliquemusic.uol.com.br/br/Artistas/artistas.asp?Status=DISCO&amp;Nu_Disco=2010" target="_blank"&gt;Ataulfo Alves por Itamar Assumpção - Pra Sempre Agora&lt;/a&gt;", lançado em 1996 pela &lt;a href="http://www.paradoxxmusic.com" target="_blank"&gt;Paradoxx Music&lt;/a&gt;. Aliás, só o título já mostra a que esse disco do inteligentíssimo &lt;a href="http://cliquemusic.uol.com.br/br/Artistas/Artistas.asp?Status=ARTISTA&amp;Nu_Artista=272" target="_blank"&gt;Itamar Assumpção&lt;/a&gt; veio. É um dos trabalhos mais complexos que já ouvi em minha vida. Os arranjos conseguem não desvirtuar as maravilhosas melodias dos sambas de &lt;a href="http://www.samba-choro.com.br/artistas/ataulfoalves" target="_blank"&gt;Ataulfo Alves&lt;/a&gt;. E o que impressiona é que são arranjos totalmente diferentes, intrincados, minuciosamente planejados, "quebrando tudo", com todas as típicas características da obra de Itamar, que invariavelmente soam estranhíssimas para os ouvidos dos chamados puristas (que de "puro" só têm o preconceito - não querem que o mundo gire nem evolua).&lt;br&gt;&lt;br&gt;A banda "Isca de Polícia" (o nome de banda mais bacana que conheço!), que acompanha Itamar nesse disco, tem uma sonoridade incrível, que vem da unidade desses músicos: vem da "cozinha" onde trabalham os 'chefs' Paulo Lepetit, no baixo (ele foi o técnico de gravação, e também responsável pela produção musical) e Gigante Brasil, na bateria. Vem das sensacionais e climáticas guitarras dos dois "Luízes": Luiz Waack e Luiz Chagas. Vem das teclas mágicas dos pianos e teclados de Ricardo Cristaldi, quase sempre num difícil primeiro plano. Vem do trombone de Itacyr Bocato, trombone com gosto de gafieira, que maravilhosamente faz a "ponte" com o antigo. Vem da percussão de Simone Soul, preenchendo todos os espaços. E vem das vozes cristalinas das afinadíssimas "pastoras" Tata Fernandes e Vange Milliet. Ainda há participações especiais de muita gente: a voz e o violão de Jards Macalé, os violões do Duo Fel, as vozes de Alzira Espíndola e Renata Mattar, o multi-instrumentista Tonho Penhasco, a maravilhosa banda feminina "Orquídeas do Brasil", que é um outro belíssimo projeto de Itamar... todos comungando a obra de Ataulfo Alves, e fazendo dela uma nova obra, com suas belas novas roupas.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Outro detalhe que impressiona é o encadeamento das canções, através de suas letras: Itamar consegue introduzir citações de versos que fazem parte da música seguinte em praticamente todas as canções, na maioria das vezes utilizando-se das límpidas vozes de suas "pastoras". A voz de Itamar é um capítulo à parte: sua recorrente utilização de três ou quatro vozes cantando levemente desencontradas, seu timbre grave contrastando com as vozes das "pastoras", o sentimento interpretativo em cada canção, as citações de outras músicas, tudo isso faz desse um disco de difícil digestão: realmente à frente do nosso tempo. Não é de se admirar que elaborar esse álbum tenha tomado quase três anos de trabalho de &lt;a href="http://cliquemusic.uol.com.br/br/Artistas/Artistas.asp?Status=ARTISTA&amp;Nu_Artista=272" target="_blank"&gt;Itamar Assumpção&lt;/a&gt; (responsável pela idealização, concepção, direção artística e musical) e da banda Isca de Polícia (que, junto com Itamar, fez os arranjos).&lt;br&gt;&lt;br&gt;E é sensacional o fechamento do álbum, com a música "Vassalo do Samba". Depois de passar por toda essa viagem de arranjos, Itamar mesmo se penitencia na última frase do álbum: "De vossa Majestade &lt;a href="http://www.samba-choro.com.br/artistas/ataulfoalves" target="_blank"&gt;Ataulfo Alves&lt;/a&gt;, eu sou vassalo... pra sempre agora".&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Tentei fazer um samba&lt;br&gt;Diferente do que faço&lt;br&gt;Confesso, minha gente&lt;br&gt;Saí fora do compasso&lt;br&gt;Errei na divisão&lt;br&gt;Cheguei à conclusão&lt;br&gt;Que o samba não me quer&lt;br&gt;Moderno não&lt;br&gt;&lt;br&gt;Meu samba protestou&lt;br&gt;Meu vexame foi total&lt;br&gt;Quem foi que me mandou&lt;br&gt;Sair do original&lt;br&gt;Meu samba, eu sei que errei&lt;br&gt;Pisei meu próprio calo&lt;br&gt;De vossa majestade&lt;br&gt;Eu sou vassalo...&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Clique &lt;a href="http://cliquemusic.uol.com.br/br/Artistas/artistas.asp?Status=DISCO&amp;Nu_Disco=2010" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; para ouvir trechos de todas as faixas do álbum.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3809914-84275396?l=revisitampb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/84275396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/84275396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revisitampb.blogspot.com/2002_11_03_archive.html#84275396' title=''/><author><name>Marcelo Siqueira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3809914.post-84180891</id><published>2002-11-07T09:48:00.000-08:00</published><updated>2002-11-07T09:53:30.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;CENTER&gt;&lt;img src="http://www.revisitampb.blogger.com.br/ptapajos.jpg"&gt;&lt;br /&gt;"Deus me deu um coração poeta&lt;br /&gt;E a alma inquieta de um cantor..."&lt;/CENTER&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me diga que você não conhece música alguma de &lt;a href="http://www.ptapajos.hpg.ig.com.br" TARGET="_blank"&gt;Paulinho Tapajós&lt;/a&gt; e me permita provar que você está errado. Cantor, compositor e instrumentista, além de outros dons artístico- literários tem mais de 30 anos de estrada. Impossível que você não o conheça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participou de diversos festivais de música, venceu- os, tanto no Brasil quanto no exterior, compôs temas para novelas de todas as emissoras do país, escreveu uma peça de teatro infanto- juvenil chamada "Verde que te quero ver", que foi um dos maiores sucessos teatrais do final dos anos 80. Ainda não lembrou? Então, vamos entrar em mais detalhes sobre a obra de Paulinho Tapajós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele participou do Festival Internacional da Canção - FIC - com "Cantiga por Luciana" em 1968 e saiu vencedor. Em 1969 ganhou todos os primeiros prêmios no FIC, sendo defendido pela estreante Evinha. No exterior, participou de festivais na Grécia, Viña del Mar (Chile), Caracas (Venezuela), Meditour (Portugal). Para novelas, escreveu a música "Irmãos Coragem", tema da obra de mesmo título, em 1970 e a música "No Tempo dos Quintais", para Água Viva, em 1980, ambas as novelas da Rede Globo. Compôs ainda músicas para novelas da Bandeirantes e SBT, como "É Natural" (Tempo de Viver - Band) e "Coisas do Coração" (Os ricos também choram - SBT). Nada ainda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulinho Tapajós possui mais de 250 obras gravadas, com mais de 1200 regravações destas obras em vozes as mais variadas, de intérpretes nacionais ou estrangeiros, entre eles Elis Regina, Chico Buarque, Zizi Possi, Clara Nunes, Beth Carvalho, Maria Bethânia, Nara Leão, Elizeth Cardoso, Leila Pinheiro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que você conhece Paulinho Tapajós, mesmo que não saiba. Paulinho Tapajós é o autor de duas das músicas mais tocadas nas noites do Brasil, em bares, festas, reuniões em que estão presentes um grupo de vozes e um violão. Quem não conhece "Sapato velho", eternizada pelo grupo Roupa Nova, ou ainda a pérola "Andança", lançada em 1968 no 4º Festival Internacional da Canção, e que conta hoje com mais de 100 regravações, que passam por Elis Regina, os sertanejos Leandro &amp; Leonardo, Chitãozinho &amp; Chororó, sendo que esta dupla regravou também a música "Irmãos Coragem", que deu nome ao CD de trabalho deles em 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas que mais me chamam a atenção na obra do Paulinho - que eu tive o prazer de conhecer na época da montagem do "Verde Que Te Quero Ver", onde eu fazia o &lt;b&gt;Banana&lt;/b&gt; da Banda Maluca, e meu irmão Rodolfo atuou como sonoplasta - é capacidade que ele tem de nos reportar sempre à algum lugar. No meu caso, com a música "A Velha", volto à Vila Isabel, esquina das ruas Petrocochino e Piabanha. Você vai dizer que não se lembra de nada parecido com:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"A Velha da minha vila&lt;br /&gt;Vigia pela janela&lt;br /&gt;Se alguém sobe no muro&lt;br /&gt;Morre de medo dela..."&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho como falar de Paulinho Tapajós. Por isso, abro espaço aqui, no Revisita, à uma das maiores intérpretes do compositor. &lt;b&gt;Beth Carvalho&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- "Dizer o que sinto sobre Paulinho Tapajós é uma honra e uma felicidade. Um eterno menino poeta, rimava tudo desde as primeiras palavras. Compositor de primeira, vencedor de vários festivais da canção, projetou- se definitivamente com 'cantiga por Luciana', em parceria com Edmundo Souto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- "Arquiteto por profissão, compositor, poeta e escritor por devoção, talento não lhe falta, o que é verdadeira marca da familia Tapajós...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- " Amigo de todas as horas. Parceiro e compadre, fez de "Verde Que Te Quero Ver", também em parceria com Edmundo Souto, não apenas mais um disco infanto- juvenil. Mas fez do "Verde..." uma verdadeira obra de teatro - um musical digno de qualquer Broadway e especial de TV. Doce como seus versos, Paulinho é uma pessoa iluminada. Espero que vocês amem, como eu, Paulinho Tapajós, esse menino- poeta."&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3809914-84180891?l=revisitampb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/84180891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/84180891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revisitampb.blogspot.com/2002_11_03_archive.html#84180891' title=''/><author><name>Amadeu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08790758247792967212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3809914.post-84172824</id><published>2002-11-07T06:39:00.000-08:00</published><updated>2002-11-07T06:39:41.570-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>  Depois  de quase um parto para que conseguissem enfiar na minha cabeça burra (pelo menos virtualmente falando), parece que consegui entender como é que se posta nessa pequena joia em que se transformou o Revisita. A partir de agora sou um orgulhoso  colaborador desse mais novo espaço dos amantes de nossa MPB. Até sempre, beijos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3809914-84172824?l=revisitampb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/84172824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/84172824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revisitampb.blogspot.com/2002_11_03_archive.html#84172824' title=''/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17760465952760010919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3809914.post-84026300</id><published>2002-11-04T14:46:00.000-08:00</published><updated>2002-11-04T15:22:08.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;CENTER&gt;&lt;img src="http://www.sounds.blogger.com.br/cazuza.jpg"&gt;&lt;br /&gt;"...não consigo encontrar alguém que me entenda ..."&lt;/CENTER&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai foi ao cartório registrar seu filho e ditou para o escrivão: Agenor de Miranda Araújo Neto. Mas antes que o menino chegasse ao mundo, João Araújo já havia lhe dado  outro nome, que havia de o acompanhar por toda a vida. Herdeiro de uma família pernambucana, João resolvera chamar seu filho por um tipo de gíria nordestina para moleque: Cazuza. Ainda durante a gravidez de Lúcia - e sem o ultrassom dos dias de hoje para saber o sexo da criança - o pai repetia aos amigos: eu vou ter um cazuza. E teve um Agenor, um Cazuza, músico e poeta do Brasil. Isso aconteceu em Abril de 1958.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No princípio da década de 80, &lt;a href="http://www.cazuza.com.br" TARGET="_blank"&gt;Cazuza&lt;/a&gt; já participava das noitadas cariocas e animava os amigos nos bares do baixo Leblon, na zona sul do Rio de Janeiro. Eram noites passadas ao lado do cantor goiano Léo Jaime, divididas vez por outra com Ney Matogrosso e com os integrantes do Barão Vermelho, na época, ainda uma bandinha de rock que ensaiava numa garagem do Rio Comprido. Era um momento de transição na música e Cazuza seria um dos pivôs desse movimento, uma das forças que empurrariam as canções brasileiras para fora dos trilhos e para dentro de mais uma fase de grande criatividade. Mas naqueles primeiros semestres da década, tudo ainda estava por acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os versos que Cazuza criara na adolescência ainda estavam guardados, recebendo todos os dias a companhia de novas criações. E eram versos cheios de romantismo. Não um romantismo meloso, mas agudo feito dor, com toques existencialistas, que cortavam a alma do roqueiro e caíam sobre as folhas de papel em forma de poesia. Uma poesia alimentada pela leitura de Drummond, Rimbaud, Clarice Lispector, Lupiscínio Rodrigues, Cartola... Os versos de Cazuza encontrariam abrigo apenas nesse mundo de harmonias e melodias: primeiro, a bordo de um avião chamado rock, comandado pelo Barão Vermelho; depois, numa carreira solo de grande sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o período inicial do Barão, Cazuza foi mais e mais sendo reconhecido como poeta. Em seu perfil estão todos os componentes que sempre fizeram parte da história dos poetas irrediavelmente apaixonados pela poesia. Ele mesmo afirmava que se sentia meio Augusto dos Anjos, autor de versos famosos pela dramaticidade e pela contundência. Um dos preferidos de Cajú - como era chamado pelos amigos menos chegados - dizia: "Escarra nesta boca que te beija".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mistura de uma vida boêmia com a promiscuidade sexual, muita bebida, alguma droga e inúmeras paixões resultou num artista de extremos que navegava meio à esmo por mares, bares e músicas. A diferença é que Cazuza trazia a alma do poeta. Ele flutuou sobre as ondas da música popular enviando mensagens sempre surpreendentes à Ilha Brasil. E era dessa mesma ilha que ele ia fisgando suas imagens. Cazuza fazia letras baseado numa disciplina de pescador. Sentava- se e ficava procurando, viajando, jogando o anzol, tentando capturar as idéias, e não abandonava o barco enquanto não fisgasse ao menos uma promessa de pérola. Nas semanas seguintes, ele voltaria à ela, a lapidaria, a poliria e só então ela estaria pronta para receber a melodia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as canções estavam prontas, transformavam- se em sinais mandados às cabeças brasileiras. Mensagens que denunciavam o Cazuza apartidário e complexo, herege e cristão. E completamente desprovido de humildade: "Gosto do que faço, por que sou bom. Gosto de entrar no palco por que recebo sempre alguma coisa em troca, como no sexo. Estou dando uma coisa bonita. O que eu faço é bonito."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que Cazuza fez de bonito, na década de 80, foi protestar contra a a situação de impunidade e de corrupção em que o país estava afundando. Foi resgatar para a música popular brasileira os velhos elementos da 'fossa' e da 'dor -de- cotovelo', dando-lhes novas roupagens, roqueira, sim, mas ainda bossa noviana. O que Cazuza fez de bonito foi continuar dando vida à nossa música. Apenas, naquela época, menos intensamente. A partir de 1985 ele descobriu que sua ideologia pelo prazer havia lhe dado tudo e que, ao mesmo tempo, lhe tirava tudo. No auge da criatividade, no auge da delícia o poeta sofreu uma espécie de traição da vida que ajudava a colorir. Cazuza estava doente e a AIDS o levaria cedo demais, como no passado, a tuberculose  havia levado inúmeros românticos e boêmios, alguns deles seus ídolos, como Noel Rosa e Augusto do Anjos. Ele morreria em 7 de julho de 1990, 5 anos depois de haver descoberto que era soropositivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este último período ficou marcado por diversas internações em clínicas do Rio de Janeiro e de Boston, nos Estados Unidos. Mas ficou marcado também como o período em que a música de Cazuza se agigantou e ganhou as dimensões históricas de hoje. Gravou 5 álbuns depois de romper com o Barão Vermelho e abraçar a carreira solo. Em vários deles, aparecem as pérolas  que ele pescava sentado como um pescador paciente. Elas estão ali, prontas, brilhantes, lapidadas. Mensagens acabadas para as futuras gerações, testemunhas de um tempo - antes de tudo jovem, antes de tudo poético - que parou para Agenor de Miranda Araújo Neto. Mas que não vai parar nunca para a poesia de Cazuza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3809914-84026300?l=revisitampb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/84026300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/84026300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revisitampb.blogspot.com/2002_11_03_archive.html#84026300' title=''/><author><name>Amadeu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08790758247792967212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3809914.post-83919240</id><published>2002-11-02T06:38:00.000-08:00</published><updated>2002-11-02T09:35:04.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;CENTER&gt;&lt;img src="http://www.ctelles2657.blogger.com.br/claudettesoares.jpg"&gt;&lt;/CENTER&gt;&lt;br /&gt;&lt;CENTER&gt;"Quero manter minhas portas abertas para que o futuro chegue e, sem esperar, me mostre que os anos passaram a meu favor."&lt;/CENTER&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claudette Soares empresta sua voz à MPB há 50 anos, mas conserva a mesma energia e vigor do início de sua carreira. A princesinha do baião continua com a mesma altura (ela tem apenas 1,48 metros), mas como intérprete é uma gigante. Sua voz perdeu aquele tom infantil e assumiu a maturidade sem deixar de lado suas principais características, como a voz sussurrada e a versatilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela foi, talvez, a única intérprete que passou pelos diversos movimentos musicais, desde o baião até o pop, passando pela Bossa Nova, a Tropicália, os festivais da canção e a música romântica, sua preferida. No seu currículo, muitos amigos, muitos sucessos e o orgulho de ter lançado Gonzaguinha, Taiguara e Cesar Camargo Mariano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intérprete consagrada nos famosos festivais de música dos anos 60, Claudette sempre esteve à frente do seu tempo. Enquanto seus colegas de Bossa Nova torciam o nariz para a jovem guarda, a ex-princesinha arriscou seu prestígio, (incentivada por Sylvinha Telles que já havia gravado Roberto) ao gravar "Como é grande o meu amor por você" e se apresentar no famoso programa jovem dominical, deixando claro que o único rótulo que aceitaria seria o de "baixinha", já que naquela época ainda não existiam os famosos sapatos de Fernando Pires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1968, mais uma vez se antecipou e, no auge da repressão, gravou um disco somente com músicas de Chico Buarque, Gilberto Gil e Caetano Veloso, os três artistas mais perseguidos pela ditadura militar. Era a sua passagem pelo Tropicalismo, movimento que chegou a merecer uma passeata de repúdio comandada por Elis Regina, a mesma Elis que no ano anterior a suspendeu do programa O fino da Bossa logo após a sua participação na Jovem Guarda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início dos anos 70, a recompensa por haver reconhecido o talento do "rei" antes de seus colegas: Roberto e Erasmo compõem para ela a música De tanto amor, seu maior sucesso, que durante 56 semanas consecutivas a mantém em primeiro lugar nas paradas de sucesso e a transforma em ídolo nacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste mesmo disco, grava, com a participação do grupo Os Cariocas, duas bossas que se tornaram clássicos do gênero (Ao amigo Tom e De palavra em palavra), num momento em que ninguém mais no Brasil falava em Bossa Nova. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carioca de Laranjeiras, nos anos 60, aconselhada por Ronaldo Bôscoli, Claudette partiu para São Paulo para divulgar a Bossa Nova, movimento musical que estava no auge no Rio. O sucesso na "terra da garoa" foi tanto que ela acabou ficando por lá. Casou, interrompeu a carreira, se divorciou, voltou a cantar e, no início de 98, arrumou as malas e voltou para o Rio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tricolor e mangueirense de coração, hoje, Claudette divide seu tempo entre os palcos e o calçadão de Copacabana. Enquanto faz suas caminhadas diárias, relembra dos tempos da boate do Hotel Plaza, onde se apresentava no final dos anos 50 ao lado de Luizinho Eça, Baden, Maurício Einhorn, João Gilberto, Johnny Alf e muitos outros monstros sagrados da Bossa Nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ali também, em frente ao Hotel Plaza, no Teatro Princesa Isabel, que ela viveu momentos muitos importantes da sua carreira: o show 1º Tempo 5x0, ao lado de Taiguara, e o show Fica combinado assim, com Agildo Ribeiro e Pedrinho Mattar, seu parceiro musical de muitos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claudette é um livro ambulante, apesar do seu tamanho, tem um talento imenso, um gênio imenso, um coração imenso. Tudo em Claudette é muito intenso. Dona de uma memória fabulosa, ela sabe mais do que ninguém as "histórias dos bastidores". Segundo ela, vai escrever um livro sim, que deixará pronto, para que seja lançado depois de sua morte, porque "de morto ninguém reclama!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho passagens engraçadas com Claudette, ela e minha mãe eram muito amigas, e ela sempre vinha em casa. Gostava de me ver cantando e a chantagem comia solta. Pelo seu tamanho, calçava 33, o que pra mim era a glória, pois só aceitava cantar se ela me emprestasse seus batons e me deixasse calçar seus sapatos altos que cabiam direitinho no meu pé , eu com uns 6 a 7 anos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro ouvir Claudette falando de mamãe, de como ela a incentivou, de como a ajudou em alguns momentos,uma das dicas de Sylvina para Claudette "Ouça cantores e não cantoras", de como ela era desprendida do tal "bichinho do sucesso", de como a enfeitou, tirando de si uma estola de peles e um colar de pérolas e cedendo a Claudette o conjunto do Menescal que iria acompanhá-la e se apresentando só voz e violão. Isso foi numa entrega do troféu Euterpe, onde Claudette o ganhou como revelação e Sylvinha como melhor cantora, e a resposta que Sylvinha deu por estar fazendo aquilo, me conta Claudette com os olhos rasos d'água, "Este é o seu momento de glória, eu já tive o meu".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro Claudette, por seu temperamento forte, por sua amizade ímpar, por sua língua afiadíssima, por sua feminilidade, como ela mesma se traduz, "Sou um travesti mirim!". Sempre com respostas na ponta da línga tipo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ah Claudette, minha mãe gostava tanto de você!&lt;br /&gt;-Gostava é, porquê, ela morreu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é essa carioca baixinha, mas imensa na sua luta pelo que ama, cantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participei de um cd gravado ao vivo de Claudette,onde ela conseguiu juntar pessoas, que creio, jamais haviam tido a oportunidade de estarem num mesmo trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;b&gt;De tanto amor&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;com Elymar Santos &lt;br /&gt;2. &lt;b&gt;Teletema/Ao redor/Meia volta/Juliana&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;com Regininha &lt;br /&gt;3. &lt;b&gt;Lágrimas por dentro &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;4. &lt;b&gt;Registro/Ao amigo Tom/De palavra em palavra&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;com Roberto Menescal &lt;br /&gt;5. &lt;b&gt;A volta&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;com Roberto Menescal &amp; Chico Costa &lt;br /&gt;6. &lt;b&gt;Bom tempo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;com Zé Luiz Mazziotti &lt;br /&gt;7. &lt;b&gt;Autonomia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;com Leandro Braga &lt;br /&gt;8. &lt;b&gt;Primavera&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;com Garganta Profunda &lt;br /&gt;9.&lt;b&gt;Hoje&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;com Fafá de Belém &lt;br /&gt;10. &lt;b&gt;Coisas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;com Cláudio Pinheiro &lt;br /&gt;11. &lt;b&gt;Razão de viver/Tristeza de nós dois&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;com Lucinha Lins &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;b&gt;Como é grande o meu amor por você&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;com Fábio Júnior &lt;br /&gt;2. &lt;b&gt;Fotografia/Demais&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;com Cláudia Telles &lt;br /&gt;3. &lt;b&gt;Eu gosto mais do Rio&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;com Roberto Menescal &lt;br /&gt;4. &lt;b&gt;O que é amar&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;com Kiko Furtado &amp; Delia Fischer &lt;br /&gt;5. &lt;b&gt;O cravo brigou com a rosa/Que maravilha&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;com Jorge Benjor &lt;br /&gt;6. &lt;b&gt;Mundo novo, vida nova&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;com Daniel Gonzaga &lt;br /&gt;7. &lt;b&gt;Acontece&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;com a Velha Guarda da Mangueira &lt;br /&gt;8. &lt;b&gt;Tudo se transformou&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;com Paulinho da Viola &lt;br /&gt;9. &lt;b&gt;Se eu pudesse dizer que te amei&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;com Caçulinha &lt;br /&gt;10. &lt;b&gt;Quando eu errei &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;11. &lt;b&gt;Cenário&lt;/b&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Um cd duplo maravilhoso!&lt;br /&gt;Pena que o site de Claudette só possa ser acessado por assinantes da uol, mesmo assim, vai aqui o endereço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.uol.com.br/claudettesoares" TARGET="_blank"&gt;www.uol.com.br/claudettesoares&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma canção?&lt;br /&gt;Creio que esta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje (Taiguara)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje&lt;br /&gt;Trago em meu corpo &lt;br /&gt;As marcas do meu tempo&lt;br /&gt;Meu desespero, a vida num momento,&lt;br /&gt;A fossa, a fome, a flor, o fim do mundo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje&lt;br /&gt;Trago no olhar imagens distorcidas&lt;br /&gt;Cores, viagens, mãos desconhecidas&lt;br /&gt;Trazem à lua, a rua às minhas mãos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje&lt;br /&gt;As minhas mãos enfraquecidas e vazias&lt;br /&gt;Procuram nuas, pelas luas, pelas ruas&lt;br /&gt;Na solidão das noites frias por você &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje&lt;br /&gt;Homens sem medo aportam no futuro&lt;br /&gt;Eu tenho medo, acordo e te procuro&lt;br /&gt;Meu quarto escuro é inerte como a morte &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje&lt;br /&gt;Homens de aço esperam da ciência&lt;br /&gt;Eu desespero e abraço a tua ausência&lt;br /&gt;Que é o que me resta vivo em minha sorte &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Sorte&lt;br /&gt;Eu não queria a juventude assim perdida&lt;br /&gt;Eu não queria andar morrendo pela vida&lt;br /&gt;Eu não queria amar assim, como eu te amei &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Sorte&lt;br /&gt;Eu não queria a juventude assim perdida&lt;br /&gt;Eu não queria andar morrendo pela vida&lt;br /&gt;Eu não queria amar assim, como eu te amei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Com essa música tive a honra de lançar o Taiguara no show 1º tempo 5x0, que dividi com ele no Teatro Princesa Isabel, se transformando em um LP gravado ao vivo. Foi um dos meus maiores sucessos."&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;"Hoje, abro as portas da minha vida e descubro que viver não foi em vão, que cada momento vivido foi fundamental para eu chegar aqui inteira, sem o risco de transformar-me num arremedo de mim mesma."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Agora não ostento mais o ouro que seduz as pessoas. Meu diamante sou eu mesma, lapidada com todo o cuidado que os diamantes precisam para não se romperem em mil pedaços e se perderem na poeira da estrada."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quero ser como o mar na calmaria, o céu de verão depois da tempestade, a lua dos poetas. Quero manter minhas portas abertas para que o futuro chegue e, sem esperar, me mostre que os anos passaram a meu favor." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claudette Soares &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3809914-83919240?l=revisitampb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/83919240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/83919240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revisitampb.blogspot.com/2002_10_27_archive.html#83919240' title=''/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17180743211866660128</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3809914.post-83877702</id><published>2002-11-01T07:53:00.000-08:00</published><updated>2002-11-01T07:58:43.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img src="http://sopravariar.no.sapo.pt/benjor.jpg" border="0" alt="Jorge Ben"&gt;&lt;br /&gt;"Eu sou um homem sincero que quero&lt;br /&gt;morrer, nascer e viver livre..."&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quisera eu estar o tempo todo vestido com as roupas e as armas de Jorge. Um carioca nato, simples e sublime ao mesmo tempo. Um homem consciente da força e beleza de sua cor, um dos primeiros a exaltar isso publicamente. "Negro é lindo". É o Zé Pretinho, dono da banda que veio pra ficar, animando a festa. Um poeta, que com sua simplicidade, com o charme de seu sotaque chiado, com seu violão inconfundível, transformou o que se conhecia por samba em algo com sua marca.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;O garoto, cujo pai queria que fosse advogado e cuja mãe queria que fosse médico pediatra, enveredou no mundo da música através de seus amigos, no lendário Beco das Garrafas. A descoberta veio rápida, como nos conta o próprio Ben: "Eu comecei a tocar, cantar, de farra. Aí tinha esse diretor da Polygram lá, foi o último a sair. Veio me procurar, falou comigo... eu não estava muito a fim e ele falou assim mesmo: então, pelo amor de Deus, vamos lá, você grava uma fitinha". Foi quando Ben mostra a primeira prova da cabeça privilegiada e anos-luz à frente de seu tempo: os músicos de samba tradicional, contratados para acompanhá-lo nessa fita demo, não conseguiam entender aquilo tudo. Simplesmente não conseguiam acompanhar Ben, que voltou no Beco das Garrafas e chamou a banda de jazz do genial amigo J.T.Meirelles, o "Meirelles Copa Cinco". Desse casamento perfeito saiu o primeiro disco, e a carreira do mago Ben.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;A força da música de Jorge Ben se mostra na quantidade e diversidade de pessoas que foram influenciadas por aquele novo som: Gilberto Gil sempre afirma que a influência de Ben foi decisiva no seu amadurecimento musical e pessoal. Gil conta que só teve a real consciência de sua negritude após Jorge Ben, e que ele teve que parar pra pensar nisso: essa consciência em Ben não precisou passar pelo pensamento, força bruta e pura. E essa força maravilhosa continua viva até agora, como nos mostra o Rappa, grupo com a grande maioria de fãs nos adolescentes de hoje: "No bê-a-bá da chapa quente eu sou mais o Jorge Ben / tocando bem alto no meu walkman". E ficará viva eternamente, com toda a certeza.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;A simplicidade de suas letras contrasta sempre com o peso das mensagens transmitidas. É a sabedoria do povo. Tanto nas músicas românticas quanto em suas orações a São Jorge, ou nas críticas à mesquinhez humana, a mensagem é perfeitamente passada da maneira mais simples possível. Essas são as roupas e as armas de Jorge Ben, esse cara genial.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3809914-83877702?l=revisitampb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/83877702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/83877702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revisitampb.blogspot.com/2002_10_27_archive.html#83877702' title=''/><author><name>Marcelo Siqueira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3809914.post-83761048</id><published>2002-10-30T00:15:00.000-08:00</published><updated>2002-10-30T00:15:43.130-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Me permito um post particular... com licensa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós temos nossos guias em determinados assuntos de nossa vida... cada um de nós segue exemplos, aprende seja por lições teóricas ou práticas. Todos nós, de uma forma ou de outra, aprendemos sempre, e algum vees por osmose... Comigo foi assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi a ouvir e a gostar da nossa Música Popular Brasilera porque um cara chamado Rodolfo só sabia ouvir MPB. Aprendi a respeitar a MPB através do respeito que ele sempre teve com a MPB. Minhas 'primeiras letras' foram ensinadas por ele. Olhando posts passados, achei o seguinte coment, lááááá atrás (Cartola):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;"Rodolfo Bocatios em 29/10/02 17:07&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não é um blog, é uma revista. Uma revista deliciosa de ler pois nos mostra que tem outras pessoas que amam a nossa cultura popular brasileira tanto quanto a gente.Muito bom ler vcs, muito bom saber que estão aí lutando pela nossa música e principalmente, muito feliz e orgulhoso por ter sido citado nessa página que faz um pouquinho de justiça aos nossos valores. Beijos e P.A.R.A.B.É.N.S!!!!!!"&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, meu querido irmão. Te devo muito... Muito mais do que os CDs roubados. Te devo o amor e respeito pela nossa música. Te devo o amor e o respeito pelos nossos artistas - intérpretes, compositores, poetas, instrumentistas, maestros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não me ensinou apenas à ser um homem melhor, socialmente. Você me ensinou à ser um homem mais feliz, por conhecer a nossa maravilhosa arte musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Revisita também é teu. O convite foi mandado. Basta você aceitá- lo e juntar- se ao time de revisitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo de boca cheia e o coração aos pulos de alegria: "Te amo, meu irmão. Obrigado pelo muito que me deste... Obrigado pelo bem que me fizeste..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3809914-83761048?l=revisitampb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/83761048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/83761048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revisitampb.blogspot.com/2002_10_27_archive.html#83761048' title=''/><author><name>Amadeu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08790758247792967212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3809914.post-83711444</id><published>2002-10-29T03:21:00.000-08:00</published><updated>2002-10-29T03:30:14.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.claudiatelles.mus.br/images/declamando-infancia.jpg" border="0" alt="Claudia Telles"&gt;&lt;br /&gt;"Ah, se todos fossem iguais a você..."&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Responsabilidade total. Escrever sobre uma cantora magistral que veio a se tornar uma amiga, daquelas cuja grandeza faz você se sentir bem só de estar ali, perto.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Poderia escrever aqui um texto mais técnico, falando do começo da carreira, das influências, da luta, dos discos. Mas para isso, é melhor que cada um de vocês entre no &lt;a href="http://www.claudiatelles.mus.br"&gt;site oficial da Claudia&lt;/a&gt;, e se deixem levar pelos ótimos textos, deixem os olhos pousarem sobre as lindas fotos. Leiam as palavras da própria Claudia no blog que ela mantém por lá. Deliciem-se.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Poderia escrever sobre minhas próprias experiências visuais e auditivas. Comentar um show maravilhoso que tenha visto. Destrinchar, faixa a faixa, cada álbum cantado diretamente ao coração. Falar sobre os sensacionais músicos que a acompanham. Falar de Nélson Sargento, Tito Madi, Johnny Alf - isso só pra ficar no seu último disco, o perfeito "Sambas &amp; Bossas".&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Poderia até mesmo falar sobre as emoções e reações das pessoas à minha volta: a luz nos olhos da mulher que amo, minha Andrea, ao escutar seus discos. A emoção de me sentar ao lado de meus pais e acompanhar suas emoções num show da Claudia. O brilho da lágrima no rosto de quase cada uma das pessoas nos shows; as palmas, aplausos, o êxtase de toda uma platéia. A alegria de ouvir alguém gritar em casa: "Corre, a Claudinha tá na televisão!"&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Mas há certas coisas sobre as quais não é preciso falar muito. O melhor é fechar os olhos, colocar um disco dela pra tocar, sentir o coração dançar leve pelo peito.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Em seu belo texto abaixo, Claudia despertou vários comentários sobre a ingratidão da mídia. Eu comentei que prefiro os artistas da alma: e Claudia, é difícil achar por aí alma mais nobre que a sua. Assim como é difícil achar uma pessoa que faça atualmente essa junção alma/afinação/repertório tão bem quanto você.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Grande abraço, do teu fã - honrado por poder me considerar teu amigo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3809914-83711444?l=revisitampb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/83711444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/83711444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revisitampb.blogspot.com/2002_10_27_archive.html#83711444' title=''/><author><name>Marcelo Siqueira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3809914.post-83600184</id><published>2002-10-27T10:18:00.000-08:00</published><updated>2002-10-27T11:04:19.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;CENTER&gt;&lt;img src="http://www.ctelles2657.blogger.com.br/wanderlea-cinza.jpg"&gt;&lt;/CENTER&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana foi realmente de matar saudades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teatro Rival, 8 horas da noite. Sentadinha, esperando o show começar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na platéia, meus olhos buscavam pessoas conhecidas, fico meio tímida ao chegar, depois que me ambiento busco os colegas. Na mesa à frente, a gloriosa Dercy Gonçalves, com sua filha e mais algumas amigas que não conheço, um pouco mais ao lado da nossa está Maria Claudia, atriz, linda como sempre. Mais no meio do Rival, numa mesa de frente para o palco estava Christina, filha de Haroldo de Andrade, apaixonada por música, ela estava no show que eu e Amadeu fomos da FUNJOR, sempre a encontro em shows. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela é deficiente, e usa cadeira de rodas, um doce de moça. Fui à mesa dela dar um beijinho, e em sua mãe também, uma mulher forte e muito especial. Coincidência ou não, ao lado estava Nanato, filho de Chacrinha, em sua cadeira de rodas, segundo a artista de qual vou falar aqui, estava indo todos os dias, bonito isso, o amor se foi, mais a amizade e o respeito ficaram, para sempre. Mais à frente um pouco, estava Adelaide Chiozzo, linda também. Acho que sou meio redundante quando falo linda, mas é verdade, essas pessoas são lindas por dentro e por fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz de Angela Leal, dona do Rival, anuncia o começo do show, as cortinas se abrem, e ela entra maravilhosamente loira, com um sorriso iluminado, é assim que nós cantoras nos sentimos no palco, duplamente iluminadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma vez, você falou, que era meu o seu amor..." O Rival inteiro cantando, "e ninguém ia separar, você de mim..." ninguém separa Wanderléa de seu público, fã clube fiel como o de Marlene e Emilinha. Wandeca relembrou várias canções da Jovem Guarda e de seu repetório, sempre parando entre uma música e outra para reverenciar os amigos e colegas que estavam na platéia. Adoro a Wanderléa, minha mãe e ela eram muito amigas. Chegou a minha vez. Ela fez uma pausa, se emocionou e falou de Sylvinha, da bonequinha que ela havia trazido para ela em uma de suas viagens, e que minha mãe lhe enviou com um bilhetinho.." Achei parecida com você!", coisas de Sylvinha. E contou que minha mãe havia gravado uma música do Roberto,"Não quero ver você triste assim" e disse: "Claudinha, essa música era mais ou menos assim..." e começou a cantar. Não aguentei, subi pela frente do palco, e dei uma abraço de saudade dupla nessa mulher que é só carinho e ternura, Ternurinha, um apelido dado a ela com muita propriedade. Cantamos juntas, nos marejamos juntas, foi bom demais. A tal bonequinha ainda serviu de brinquedo para suas filhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wanderléa é um marco, ditou moda, trejeitos, pode não ter sido uma pessoa politicamente correta ou politicamente musical, como muitos acham, mas é um ser humano politica e espiritualmente iluminado. É a parte que nos cabe no equilibrio universal. A parte do amor ao próximo, do bem querer, da dignidade. Uns nascem para a luta política, em traduzir palavras e atitudes para as músicas que compõem, e outros para apaziguar, ser trilha sonora, de nossos sonhos e amores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Foi assim&lt;br /&gt;eu vi você passar por mim&lt;br /&gt;e quando pra você, eu olhei&lt;br /&gt;logo me apaixonei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim&lt;br /&gt;O que senti não sei dizer,&lt;br /&gt;só sei que pude então comprender,&lt;br /&gt;que sem você meu bem,&lt;br /&gt;não posso mais viver..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fãs de &lt;a href="http://www.wanderlea.com.br" TARGET="_blank"&gt;Wanderléa&lt;/a&gt; não podem mais viver sem ela, é um amor eterno! Mas, a mídia que tanto precisou dela, hoje a descarta, como a tantos outros, que revisitamos aqui, apesar da importância de cada um deles. Pena que no site da Ternurinha, não tenha um biografia do começo de sua carreira. Wanderléa tem gosto apurado para música, mas ninguém mostra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repertório do seu último cd:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 Eu nem ligo (Gonzaguinha)&lt;br /&gt;2 Que besteira (Gilberto Gil - João Donato)&lt;br /&gt;3 Carne, osso e coração (Joyce)&lt;br /&gt;4 Ginga da mandinga (Rodolpho Grani Júnior - Jorge Mautner)&lt;br /&gt;5 Conversa mole (Hermínio Bello de Carvalho - Vital Lima)&lt;br /&gt;6 Lua (Sueli Costa)&lt;br /&gt;7 Que falem de mim (Bidu Reis)&lt;br /&gt;8 Palavras (Gonzaguinha)&lt;br /&gt;9 Poeira e solidão (Sueli Costa)&lt;br /&gt;10 Verdes varandas (Ebe Guarino - Sueli Costa)&lt;br /&gt;11 Segredo (Luiz Melodia)&lt;br /&gt;12 Feito gente (Walter Franco)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu pra entender? Fica a velha história de quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha. Pra estar na mídia é preciso estar na mídia!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3809914-83600184?l=revisitampb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/83600184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/83600184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revisitampb.blogspot.com/2002_10_27_archive.html#83600184' title=''/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17180743211866660128</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3809914.post-83579772</id><published>2002-10-26T21:24:00.000-07:00</published><updated>2002-10-26T21:28:07.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;CENTER&gt;&lt;img src="http://www.sounds.blogger.com.br/chico-01.gif" alt="Chico Buarque"&gt;&lt;br /&gt;Nenhum homem foi capaz de compor&lt;br /&gt;como mulher damesma forma que Chico:&lt;br /&gt;"...de me beijar os seios me beijar o ventre&lt;br /&gt;e me deixar em brasas/ e me beija com calma e fundo até minh'alma&lt;br /&gt;se sentir beijada..." - Rodolfo M.Bocatios&lt;/CENTER&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O engraçado com Chico é que parece que a gente o conhece, mesmo que o mais próximo que tenhamos chegado tenha sido na fileira de cadeiras no gargarejo de algum show. Aliás, dizer isso é até lugar comum, já que ele parece estar mesmo fadado à virar ícone. Nos anos 70, ícone da luta contra a ditadura. Agora, ícone de uma brasilidade que alguns ainda teimam em resgatar. A velha brasilidade do futebol, paixão do Chico e da maioria de nós, de sempre. Da feijoada com os amigos, da cerveja gelada, do bom humor, de uma certa malandragem e uma certa preguiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O engraçado do Chico é isso. Ele parece reunir todos os símbolos da brasilidade. E creio que por isso mesmo parece que a gente já conhece o Chico, mesmo sem conhecê- lo. Um tantinho de nós, brasileiros recalcitrantes, está nele. Ou ao menos profundamente associado à figura de &lt;a href="http://www.chicobuarque.com.br/" TARGET="_blank"&gt;Chico Buarque de Holanda&lt;/a&gt;. Chico vai indo. Organizando campeonatos de pelada no campo do Politheama, esforçando- se ainda prá ser um bom centroavante, ainda criando as filhas, escrevendo, fazendo música. Levando a vida, apenas. E a gente vai levando, junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que a gente conhece o Chico. Mas para que tivéssemos essa impressão, o moleque nascido em 1944 no Rio de Janeiro percorreu um longo caminho. Em 47, seu pai, o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda levou a familia para São paulo. Depois, em 53, a família se mudou de novo. Só que para mais longe. Foram dois anos em Roma, onde Sérgio Buarque iria dar aulas na universidade. E onde Chico acabou exercitando três idiomas ao mesmo tempo. Como estudava numa escola americana, falava inglês durante as aulas, italiano nas ruas e com os colegas, e português em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso tudo é história. Ou melhor, apenas uma parte da história da vida e da carreira de Chico. Uma história que já está mencionada, que já faz parte da memória musical do Brasil. E talves seja essa mais uma das razões porque parece que a gente conhece o Chico: momentos seus se tornaram nossos, preferências suas sempre foram preferências nossas e isso tudo foi se misturando ao longo dos anos, na música e na mídia. Mas, é claro, essa sensação de que a gente conhece o Chico não é totalmente verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chico carrega uma alma de viajante. Não aquele viajante que passeia por lugares diferentes e aprecia as paisagens e as leva prá casa em fotos. Ele viaja com a alma. E seus caminhos são os sons e as palavras. É nessas excursões que Chico mostra seu verdadeiro ser. Apenas nestes momentos ele está verdadeiramente exposto, e se alguém pudesse entrar na mente do artista nesse momento, aí sim, poderia dizer que o conhecia. Mas estas jornadas são sempre solitárias. Chico compõe, cria, sempre criou solitariamente. Tranca- se no estúdio de sua casa, na Gávea para trabalhar. Trabalha sozinho, escrevendo à mão com uma caneta esferográfica simples, e vai acompanhando com o violão, quase sempre tarde da noite. E a gente apenas consegue ir até este ponto: o retrato do artista em seu momento de criação. Sabemos onde ele cria e como ele cria, mas nunca seremos capazes de conhecê- lo. para isso, precisaríamos partilhar com ele seus pensamentos, para vislumbrar as paisagens que fazem parte de sua emoção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3809914-83579772?l=revisitampb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/83579772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/83579772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revisitampb.blogspot.com/2002_10_20_archive.html#83579772' title=''/><author><name>Amadeu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08790758247792967212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3809914.post-83524747</id><published>2002-10-25T14:06:00.000-07:00</published><updated>2002-10-25T14:06:44.783-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Foi um sonho. Só pode ter sido. Talvez a preocupação com a qualidade do Revisita da MPB tenha feito com que eu acabasse sonhando um sonho bom. Um sonho que me anima a continuar, sempre, revisitando os grandes da MPB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sonho, muitos dos merecedores de uma revisita estavam presentes. Homens, mulheres, poetas, cantores e cantoras, pessoas reunidas, histórias e lembranças. Tanta gente, que se fôssemos reunir a 'estrada' de todos numa só, dariamos umas 8 voltas no mundo, com desvios sem fim pelas diversas constelações do universo. E as coisas iam acontecendo no sonho, e eu me via no começo da carreira de alguns deles, participando ativamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como num filme em telão, vi o começo da carreira de Ademilde Fonseca, a nordestina arretada que canta chorinho como ninguém. Vi quando ela deixou de ser aceita na escola de música por que diziam ser humanamente impossível alguém cantar como ela. Talvez tenham dito que ela não precisava de aulas, mas no fundo acho que a escola sabia da incompetência de qualquer dos 'mestres' ali para cuidar da voz e interpretação da então mocinha, hoje com 81 anos e linda como sempre, sempre sorrindo, um sorriso aberto e franco, os olhos enormes à olhar prá tudo e prá todos com o mesmo carinho. A vi recebendo uma placa das mãos de Emilinha Borba, e sendo cantada através de sua filha. Sucessos na voz da mãe se repetiam na voz de seu rebento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Choro. Muito choro de alguns, lágrimas escondidas que insistiam em sair dos meus olhos. Mas eu não podia chorar. Não tinha porque. Já já eu iria acordar e levantar, lavar o rosto e tomar café e poder contar o meu sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sonho não demora muito, nunca. São centésimos de segundos em que as coisas passam em nosso consciente, e parecem uma eternidade. Mas aquele sonho estava diferente. Eu tinha certeza de que Eu Precisava revisitar Ademilde Fonseca, antes de qualquer outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volta o filminho no telão e desta vez vejo cenas de José Messias em começo de carreira. Penso em meu sonho que estou acordando, pois o Messias acabou se tornando meu cliente e 'amigo' por obra do destino, e com o dedinho da Claudia Telles. Imagens conhecidas prá mim, por conta do site dele, mas impossível lembrar de todas elas assim, de uma vez, mesmo que em sonho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, Luiz Vieira é convidado prá entregar a placa de homenagem, e Claudinha é chamada prá cantar. As lágrimas copiosas haviam vindo dos olhos dela, na homenagem à Ademilde e eu sabia o motivo. Por alguma razão, creiam vocês ou não, eu sabia que havia mais gente naquele sonho, que não podiam ser vistas nem tocadas, mas que podiam ser sentidas. Sylvinha Telles era uma delas. E estava sentadinha, entre eu e Claudinha, e olhava embasbacada enquanto a filha cantava e chorava (em lá menor, e sem desfinar...) prá alguém que lhe foi tão querido em vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sonho continua e novo filme. Desta vez, uma mulher linda chamada Marlene aparecia duas vezes na minha frente. Uma no telão. Linda e moça que dançava muito, cantava muito, sorria muito. Centenas de capas de revista, cenas de filmes, danças, beijos ardentes. Outra, sentada na cadeira bem à minha frente, quase que me permitindo sentir- lhe o perfume dos cabelos. Uma senhora ainda linda, com as mãos postas em frente à boca, como que prá calar o espanto. Ainda linda, mas não ágil como a que eu via no telão... Não mais com a mesma voz falada, firme, como a que eu ouvia nas cenas de filmes. Mas ainda o mesmo amor pela música. A mesma alegria de viver. Engano meu, e de muita gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marlene sofreu muito. Chorou muito e escondeu muitas lágrimas com sua alegria no palco. Conseguiu nos enganar direitinho, a danada. No sonho, as águas se romperam. Chamada ao palco, confessou toda a sua tristeza, toda a sua mágoa, resumindo- a em uma frase: "Eu sempre tive alegria. Sempre pedi que não me tirassem a alegria. Mas sempre me tiraram. Pessoas me tiraram a alegria. O mercado me tirou a alegria, e por fim, a vida me tirou a alegria... Eu não estou bem. Estou bem de saúde. Mas a minha cabeça não está. Eu estou triste. Me isolei de amigos, não queria mais sair de casa. Queria apenas ficar sentadinha no meu sofá, esperando a vida passar. Me perdôem, meus amigos... Eu amo vocês."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase berro: "Nós também amamos você, Marlene." Meus olhos não têm mais como  conter as lágrimas. E nem havia mais razão prá isso. Eu não era o único. Havia uma comoção geral e eu resolvi deixar as lágrimas rolarem... Afinal, lágrimas em sonhos não incomodam tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas havia alguma coisa errada... Toquei meus olhos e senti a umidade da lágrima. O sonho estava se tornando real demais pro meu gosto, embora lindo. Olhei prá Claudia ao meu lado e vi lágrimas em seus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais música prá homenageada, e de repente, a constelação se fez. No palco, sobem nada mais nada menos do que dezenas de estrelas que estavam no céu do meu sonho... Agnaldo Timóteo, Claudinha, Helen de Lima, Ademilde Fonseca, Luiz Vieira, Claudette Soares, Emilinha, José Messias, Marlene... ÔPA!!! Emilinha? Marlene? Juntas? Claro que não... o sonho está voltando à sua normalidade de sonho. As duas viveram uma verdadeira guerra nos anos dourados do rádio. Não poderiam estar juntas no mesmo palco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito mais gente, acredite você ou não, estava ali, mesmo que não pudessem ser vistos. Podiam ser sentidos. Sylvinha Telles, Dircinha Batista e sua irmã Linda Batista, Luiz Bonfá, Garoto, Vinícius de Morais, Noel Rosa, Cartola, Maysa, Antônio Maria, Grande Otello, Flávio Cavalcanti, Dolores Duran, José Ricardo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei hoje e levantei, lavei o rosto, tomei café. Entrei no Revisita e vi um post da Claudia sobre a reunião que tivemos ontem da Fundação Sócio- Cultural José Ricardo - &lt;a href="http://www.josericardo.com.br" TARGET="_blank"&gt;Funjor&lt;/a&gt;, de assistência ao artista. Foi no Clube Ginástico Português, aqui no Centro do Rio de Janeiro. Engraçado que ela citou as mesmas pessoas que estiveram presentes no meu sonho. Agora, fica a dúvida: foi sonho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não tenho mais certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, sendo ou não um sonho, acabei ficando assustado com a responsabilidade que assumimos com o Revisita da MPB, eu, Claudia e Raulzito, pela enormidade de gente que merece uma revisita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3809914-83524747?l=revisitampb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/83524747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/83524747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revisitampb.blogspot.com/2002_10_20_archive.html#83524747' title=''/><author><name>Amadeu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08790758247792967212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3809914.post-83400299</id><published>2002-10-23T04:54:00.000-07:00</published><updated>2002-10-23T21:26:25.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não sei como começar este post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo pensar numa forma melhor a não ser, “Meu Deus, obrigada por meus olhos, ouvidos, garganta, coração e alma...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu dia começou cheio de alma ontem. Almas boas, momentos bons, palavras boas, acontecimentos bons, não sei, parecia um dia de sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De manhã fui conversar com uma advogada sobre direitos de minha mãe junto à agora Universal, antes Philips-Polygram, e descobri uma inveterada fã de minha mãe, fã da Bossa Nova e fã da música e da arte em si. Fui em busca de ajuda para o meu problema, e me deparei com um colo musical sem tamanho, com um respeito pela obra brasileira que não consigo ver naqueles que deveriam ter. Saí com minha alma lavada, lavada pelo carinho daquela mulher advogada, que por coincidência do destino, se é que coincidências existem, se chama Silvia. Meu dia transcorreu musicalmente, mandando cds para divulgar o novo trabalho, papo sobre o mesmo, enquanto esperava o tempo passar para um compromisso que havia assumido com José Messias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zé me convidou para assistir uma homenagem que ia ser prestada pela &lt;a href="http://www.josericardo.com.br" TARGET="_blank"&gt;FUNJOR&lt;/a&gt; - Fundação Sócio-Cultural José Ricardo, criada por Luiz Murillo, filho do cantor José Ricardo, que para quem não se lembra, foi o que pegou a unha o problema de Linda e Dircinha Batista e que foi meu amigo e colega de estúdio. Não tinha idéia do que era, nem do que seria, mas conheço meu amigo Messias, e deveria ser algo importante. Messias foi à São Paulo e me liga Sylvia, olha aí, a coincidência de novo, esposa e fiel escudeira de Messias, me perguntando se eu ia ao show, pois o que o Messias não sabia é que seria um dos homenageados, e ela gostaria que eu realmente fosse. Anteontem, me liga o Murillo,  querendo saber se eu gostaria de passar as músicas com a pianista que iria acompanhar os artistas, a minha parte que caberia nessa homenagem a Messias, que seria, cantar para ele. Quase caí da cadeira, pois Sylvia não havia lembrado de me falar desse pequeno grande detalhe. Desesperadamente tentei falar com Marcello Lessa, que é quem tem me acompanhado nos últimos 4 anos, para que ele fosse comigo, pois gostaria de cantar as músicas do próprio Messias, mas Marcello está em estúdio gravando o novo cd do grupo Conversa de Cordas e não poderia ir. Como boa profissional que sou, resolvi chegar bem mais cedo para poder passar então com Leny, a pianista que iria acompanhar, as três canções que me caberiam. Procurei cantar coisas que fossem fáceis para ela, pois assim, em cima da hora é meio complicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei, já haviam algumas pessoas do público esperando, passei as músicas da forma que deu tempo, mas na verdade, eu não tinha a mínima idéia do que iria acontecer ali. Começaram a chegar os outros artistas, alguns homenageados e outros que iriam homenagear. Fui matando minha saudade de pessoas que não via fazia um certo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero me estender muito nos detalhes do que antecedeu, vou partir para o sonho em si. Primeiro foi passado um vídeo sobre o que era a Fundação, e o que aconteceu nesses dois anos de existência, os encontros, as pessoas, os shows, os momentos, lindo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou a homenagem. Primeira homenageada, a maravilhosa rainha do chorinho Ademilde Fonseca. Havia um telão, esqueci de mencionar acima, e nele eu entrei num mundo de magia. Fotos de infância de Ademilde, sua história, trajetória, sua família, suas vitórias musicais, sua importância dentro da história da música. Fiquei emocionada com as imagens, com a saudade de um tempo que não vivi. Ela recebe a placa em sua homenagem das mãos de uma das fundadoras dessa instituição, Emilinha Borba. Sobe ao palco para cantar para a homenageada, sua filha, pronto, desabei num choro sem fim, um misto de emoção, alegria, saudade, vontade de que a minha estivesse ali , em carne e osso, pois em espírito eu sabia que estava, assim como tantos outros, orgulho por fazer parte daquilo, chorei copiosamente. Outro homenageado, Messias, e eu aos prantos, pensei comigo: ”Não vou dar conta de cantar, meu Deus”. Mais imagens maravilhosas no telão, de tantos momentos desse meu amigo, de tantos colegas a quem ele ajudou a começar, revivi tantas coisas vendo aquilo, chorando, muito, e pedindo a Deus que me socorresse. Pra minha sorte, Messias começou a falar um pouco de seu começo, de seu primeiro teste, a agradecer as pessoas que lhe deram a primeira oportunidade, e ele é engraçado, conseguiu me fazer rir, e passar um pouco daquela emoção molhada. Ele disse uma coisa que também acredito, nem sempre  receber um não é o fim, na verdade as vezes é o “início de um começo”. Foi chamado ao palco por Luiz Murillo, outro artista maravilhoso para entregar a placa de Messias, segundo ele “Só um poeta para homenagear outro poeta”, meu amigo querido Luiz Vieira, nossa senhora, eu não sei quem ficou mais emocionado, se Messias, pois seu ídolo estava ali, ou eu, pois meus dois queridos amigos estavam ali. Acabada a rasgação de seda entre os dois, me chamaram para cantar. Eu falei tanto, mas tanto, não sei de onde brotaram tantas palavras, mas eu precisava agradecer por poder estar ali, vivenciando aquele momento único entre tantos únicos momentos. Agradeci a minha mãe por ter plantado tantos amigos, e ter me deixado como herança maior todos eles. Quem pode reclamar da vida tendo Helen de Lima e Emilinha Borba como vizinhas. Tendo Marlene como moradora no antigo prédio onde morei com meus avós e minha mãe, ela sendo amiga de minhas amigas que ainda moram lá. Enfim, a homenageada na verdade era eu, e ninguém sabia. Cantei, sentei, e esperei o próximo homenageado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa novo filme no telão. Meu Deus do céu, como é bom se aprender por osmose. Começa a passar a carreira de Marlene, me vi ali, cantando com gestos largos, dançando, sensualmente, dividindo, exagerando onde é permitido, como essa mulher foi inovadora e importante. Sempre adorei a Marlene, por sua garra, e sua interpretação sempre a flor da pele. Ela se emocionou demais, agradeceu demais, contou coisas que nunca havia contado nem em sua própria casa, da vida de lutas, do sofrimento, que sua vida e alegria sempre foram cantar, e que tinham lhe tirado isso. Pediu perdão por não ter acreditado na Fundação quando a convidaram para participar, pensou que fosse uma brincadeira de criança, e agradeceu emocionada a possibilidade de reviver através dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase ia esquecendo da pessoa que abriu a festa cantando, fundador também, Agnaldo Timóteo. Ele deu um banho, cantou muito, e muito lindo, está cada vez melhor. Sei que não vou conseguir dizer aqui tudo o que vi e senti, é muita coisa. Mas assim que acabou a festa, me abracei a meu poeta amigo lindo Luiz Vieira, e fiquei naquele carinho um bom tempo. Tirei foto com Ademilde, sua filha, sua neta e sua bisneta, 4 gerações lindas ali...que orgulho gente! Como se não bastasse tudo isso, ainda fomos finalizar numa churrascaria, e ao chegar lá, ainda dou de cara com Dayse Lucidi e seu marido, o radialista esportivo Luiz Mendes, pai de Júnior, compositor e cantor meu amigo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, á quem quer que leia isto aqui, só posso dizer uma coisa, Deus foi bom comigo, e aqui não tem um terço do que aconteceu lá, minha memória é falha, mas meu coração está repleto de todo o amor que foi derramado ali, Claudette Soares também estava lá, e acabei minha noite ouvindo ela falar de minha mãe, com carinho, amizade e saudade de sua melhor amiga!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui só cabe uma canção,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho tanto&lt;br /&gt;Pra lhe falar&lt;br /&gt;Mas com palavras&lt;br /&gt;Não sei dizer&lt;br /&gt;Como é grande, o meu amor por “vocês” (que me permita o autor!)&lt;br /&gt;E não há nada pra comparar&lt;br /&gt;Para poder, lhes explicar&lt;br /&gt;Como é grande o meu amor, por vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem mesmo o céu, nem as estrelas,&lt;br /&gt;Nem mesmo o mar, e o infinito,&lt;br /&gt;Não é maior que o meu amor, nem mais bonito.&lt;br /&gt;Me desespero a procurar, alguma forma de lhes falar&lt;br /&gt;Como é grande o meu amor por “vocês”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca se esqueçam, nenhum segundo&lt;br /&gt;Que eu tenho o amor maior do mundo&lt;br /&gt;Como é grande, o meu amor, por vocês!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3809914-83400299?l=revisitampb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/83400299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/83400299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revisitampb.blogspot.com/2002_10_20_archive.html#83400299' title=''/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17180743211866660128</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3809914.post-83008495</id><published>2002-10-15T04:03:00.000-07:00</published><updated>2002-10-15T04:08:12.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;CENTER&gt;&lt;img src="http://www.ctelles2657.blogger.com.br/Tito%20Madi.jpg"&gt;&lt;/CENTER&gt;&lt;br /&gt;&lt;CENTER&gt;Luiz Claudio-cantor, Tito Madi, Bebeto Freitas-baixista e flautista&lt;br /&gt;  Foto tirada nos estúdios da antiga ODEON&lt;/CENTER&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O samba-canção que se originou com andamento um pouco menos rápido que o samba nas décadas de 30 e 40 e bem menos rápido (por pouco não se "abolerou") na década de 50 e introduziu no acompanhamento violinos, oboés, cellos e orquestrações elaboradas. Este samba-canção de Ary Barroso, Braguinha, Luís Bonfá, Alberto Ribeiro, Antônio Maria, José Maria de Abreu, Klecius Caldas, Armando Cavalcanti, Luiz Reis, Newton Mendonça, Garoto, Tito Madi, Luís Bonfá, Tom, Sílvio César, Luís Cláudio, Dolores Duran, Haroldo Barbosa, Caymmi, Carlos Guinle, Fernando César, Evaldo Rui, Billy Blanco, Jimmy Lester, Lúcio Alves, Luís Antônio, Benny Wolkoff, Fernando Lobo, Johnny Alf, embora vindo a ser a base da bossa nova, estava em final de vigência no gosto popular. Mesmo assim propiciou obras de alto valor. E, entre elas, os trabalhos de Tito Madi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tito Madi está entre os precursores da bossa nova sem a ela jamais haver aderido, salvo em uma ou duas canções, Balanço Zona Sul, por exemplo. Sua obra expressa com precisão os valores da década de 50: predominância da melodia terna, triste, quase sempre, herança da origem árabe, preocupação com o bom gosto e, para a época, modernidade cautelosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raros cantos trazem o elemento nostálgico de modo tão intenso quanto o árabe. Ele viria influenciar diretamente as canções espanhola e portuguesa, e, de modo indireto, a nossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Faraj e Davi Nasser no passado, Ivon Cury, Sérgio Ricardo e Tito Madi são exemplos da influência indireta do sentimento árabe em nosso populário. O pai de Tito Madi tocava alaúde, era poeta e cantava a melodia do imigrante. Violão e bandolim eram tocados por seus irmãos. Lar musical. Ele, batizado com nome complicado, Chauki Maddi e por isso era chamado Tito, de menino acostumou-se a ouvir o pai e os irmãos, encantado, hipersensível e precoce. Incorporaria, mais tarde, em sua obra, os nostálgicos acentos e a lamentação do canto árabe. Temperamento contido, porém, filtraria os arroubos e ênfases desse canto. Manter-lhe-ia a tristeza, não o desespero. E os filtraria pelo modo brasileiro de compor o samba-canção, ajustando-os, ainda, ao estilo urbano, refinado, levemente dissonante, moderno, que durante a década de 50 tornou-se romântico na essência, mas realista na letra e na economia de elementos formais: acordes elaborados, dissonâncias bem-comportadas, algum balanço, intimismo, música apropriada à confidência e ao aconchego oferecido pelas então moderníssimas boates, espaços de convivência discreta, semi-íntima, protetora do recato e da individualidade amorosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tito Madi viria a ser um expoente do canto de boate. Voz afinadíssima e de curta extensão, suave e melodiosa, domínio técnico e expressivo, respiração perfeita, letras ajustadas a impasses amorosos e a confidências, carregadas de sentimento e desencontros; confissão poetizada da pena do amor. Em síntese, um cançonetista íntimo, refinado, sutil, insinuante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em Pirajuí, esse moço me deu a honra de ser seu amigo, mais um dote herdado da família, de minha mãe, e de meu tio Mário Telles, seu parceiro. Jáfiz e ainda faço shows com Tito, acabei de gravar uma música inédita dele, e sei como ele é recebido em shows, como canta lindo ainda, e de como emociona a platéia com suas lindas canções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma curiosidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tito sempre foi muito amigo de minha família, conhecia meus avós. Seu Telles, e Dona Maria francesa, como chamava minha avó. Sempre passava embaixo de nossa janela para chamar minha mãe para caminhar até ao arpoador, a noite, ainda se podia fazer isso. Ele várias vezes emprestou seu ombro à minha mãe, para ela chorar as mágoas das brigas com meu pai por conta dos cíumes de ambos. Tito tinha uma namorada que morria de ciúmes dela, e quando eu nasci, ela ligou para o Tito e ..:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sim, tudo bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não, você já viu a revista do rádio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não , ainda não vi , porquê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nasceu a filha da Sylvinha Telles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É mesmo? Não sabia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É...e é a sua cara seu f........!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tu..tu..tu...tu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Beijos Tito meu amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3809914-83008495?l=revisitampb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/83008495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/83008495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revisitampb.blogspot.com/2002_10_13_archive.html#83008495' title=''/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17180743211866660128</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3809914.post-82928526</id><published>2002-10-13T11:45:00.000-07:00</published><updated>2002-10-13T12:25:42.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;CENTER&gt;&lt;img src="http://www.ctelles2657.blogger.com.br/Bylli-Blanco.jpg"&gt;&lt;/CENTER&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;CENTER&gt;Billy Blanco por Billy Blanco&lt;/CENTER&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Naquele tempo, começo de vida de quase todo compositor ou músico, toquei em circo, clube de subúrbio, cabaré, gafieira etc. Certa vez, observando o andamento dos trabalhos no salão da Estudantina no Rio, assimilei e guardei a idéia, para "ruminar" em outra oportunidade, qualquer coisa sobre o comportamento dos cavalheiros na gafieira. A idéia se concretizou quando eu desenhava, no falecido Departamento de Correios e Telégrafos, mais uma agência postal. Aconteceu que, para não esquecer a letra e melodia, escrevi na folha do desenho, com nanquim e tudo! É claro que tive que repetir aquele desenho quase pronto. Em compensação, esse "projeto" vigora até hoje, construindo parte da alegria do povo, enquanto aquela agência já foi demolida. E assim foi dito sobre o assunto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Estatutos da Gafieira&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moço&lt;br /&gt;olha o vexame,&lt;br /&gt;o ambiente exige respeito,&lt;br /&gt;pelos estatutos&lt;br /&gt;da nossa gafieira,&lt;br /&gt;dance a noite inteira,&lt;br /&gt;mas dance direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, pelo artigo 120,&lt;br /&gt;o cavalheiro que fizer o seguinte:&lt;br /&gt;subir na parede, dançar de pé pro ar,&lt;br /&gt;morar na bebida sem querer pagar,&lt;br /&gt;abusar da umbigadae de maneira folgazã,&lt;br /&gt;prejudicando hoje o bom crioulo de amanhã,&lt;br /&gt;será distintamente censurado,&lt;br /&gt;se balançar o corpo&lt;br /&gt;ta na mão do delegado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cifrantiga.hpg.ig.com.br/Bossanova/billy_blanco.htm" TARGET="_blank"&gt;Billy&lt;/a&gt; sempre foi o cronista social e musical daquela época, transformando em canções, o que via ou vivenciava na noite, e no próprio meio.&lt;br /&gt;Pessoalmente, você é um dos amigos queridos que herdei de minha mãe, e me sinto orgulhosa de poder ter te homenageado  em alguns shows, e contar sempre com sua presença, seu bom humor, suas tiradas invejáveis e seu carinho...meu beijo pra vc. E como diria nosso poetinha, " A BENÇÃO BILLY BLANCO". Obrigado por tudo. Sempre.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3809914-82928526?l=revisitampb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/82928526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/82928526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revisitampb.blogspot.com/2002_10_13_archive.html#82928526' title=''/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17180743211866660128</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3809914.post-82913648</id><published>2002-10-13T00:26:00.000-07:00</published><updated>2002-10-13T00:26:30.876-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;CENTER&gt;&lt;img src="http://www.yoursoul2.blogger.com.br/jbosco-02.gif" alt="Joao Bosco por Elifas Andreato"&gt;&lt;/CENTER&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se houvesse uma janela voltada para uma rua movimentada do Rio de Janeiro, certamente haveria dezenas de observadores apinhados do lado de fora, curiosos pelo trabalho de garimpagem, de procura de sons - de sons acima de tudo. Mas a assistência teria de ficar em silêncio, um grande silêncio. O compositor apenas cria com esse parceiro fundamental: a quietude. Seus sons nascem do silêncio da sala, enquanto a mente vai se enchendo de esquinas, de opções que surgem se reflexão, instintivamente guiadas por um talento incomum. Um talento que carrega o músico para dentro da poesia, que leva o compositor por vielas e trilhas perdidas no meio do universo. Afinal, muitos artistas criam assim: escarafunchando um universo imaginário que existe para eles e para ninguém mais. Amostras desse mundo mágico e virtual são o que se vê traduzidas, depois, nas canções, nas letras, nas harmonias. No caso de &lt;a href="http://www.joaobosco.com.br" TARGET="_blank"&gt;João Bosco&lt;/a&gt;, esse universo é absoluta e completamente volátil. As imagens mudam a todo momento. Menos de um segundo é o que separa uma imagem de sua próxima transformação. Essas mudanças de curso ficam registradas nos versos que vagueiam por conexões inusitadas. Por exemplo, o compositor cantou, em Jade: "...deixa na boca melante um gosto de língua no céu/ Luz, talismã, misterioso gubanakã, delícia sensual de maçã, saborosa manhã...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as músicas de João Bosco estão prontas, elas na verdade não estão acabadas. Em sua casa, na Gávea, o que ele descobre é um caminho, um horizonte, um mapa com uma estrela marcada em vermelho. Estrada que se altera a cada vez que ele interpreta uma de suas composições. O caminho nunca é o mesmo. A canção nunca é a mesma. Ele próprio já cantou em uma de suas músicas, Zona de Fronteira: "...ninguém canta uma mesma canção duas vezes...". pelo menos não quando esse alguém é um mineiro, de uma cidade perdida, um ponto preto no mapa chamado Ponte Nova. Pelo menos não quando esse mineiro artista tem nome de João, com a assinatura de Bosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a janela da casa de João estivesse voltada para uma rua movimentada do Rio, os curiosos certamente perceberiam que, quase 30 anos de carreira depois, algumas características ficaram muito bem definidas em sua produção e em seu dia- a- dia. Os transeuntes notariam o silêncio de sua casa, quebrado pelo jazz que toca incessantemente. Descobririam que, quando está compondo, João Bosco trabalha com dedicação religiosa, todos os dias, horas à fio, com o violão, perseguindo, farejando combinações. Acima de tudo, constatariam a personalidade de suas músicas, que acabam sendo um tipo de baú, em que os acordes são colocados, arrumados, embalados, ainda com a mesma persistência e perseverança do começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ele sobe no palco, quase sempre praticamente sozinho, é quando o baú se abre. E João Bosco Mucci repete a tradição de seus antepassados sírios. mascates que surpreendiam os fregueses com as maravilhas que iam saindo de dentro da mala. Quando ele solta a voz, é como se saltassem exóticos e inusitados presentes de dentro do seu violão. Às vezes, são pedras preciosas, outras, pérolas e perfumes que se cristalizam em forma de música e, de um jeito ou de outro, emocionam mesmo as almas mais calejadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras talvez não sejam o veículo mais apropriado prá retratar João Bosco. Com certeza, sons seriam melhores para contar sua história. Mais ainda, a maneira ideal de falar sobre João Bosco é a mistura desses dois ingredientes. Uma mistura tão profunda que invade a intimidade dos verbos e dos substantivos e desnorteia as harmonias e os ritmos, emprestando- lhe novos horizontes. É por meio dessa arte da mistura, desse ofício da combinação que ele vai alinhavando capítulos e mais capítulos de uma criação de emoções múltiplas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3809914-82913648?l=revisitampb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/82913648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/82913648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revisitampb.blogspot.com/2002_10_13_archive.html#82913648' title=''/><author><name>Amadeu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08790758247792967212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3809914.post-82580797</id><published>2002-10-05T21:08:00.000-07:00</published><updated>2002-10-05T21:08:07.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;CENTER&gt;&lt;img src="http://www.ctelles2657.blogger.com.br/viniciusparceiros-01.jpg"&gt;&lt;br /&gt;Baden não foi quem mais dividiu canções com Vinícius.&lt;br /&gt;Mas ele temperou as criações do poetinha com ritmos e&lt;br /&gt;condimentos afro- brasileiros.&lt;/CENTER&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um poeta diplomata e um violonista recém saído do subúrbio carioca de São Cristóvão. Uma união que parecia impossível, se a vida não fosse a arte do encontro. E, mesmo com tantos desencontros, um dia, Vinícius de Moraes encontrou Baden Powell. Um, já enfronhado nos meios da música e consciente de que traçava um caminho sem volta, lutava para afastar de si qualquer resquício de sua carreira de diplomata, todo o bolor que pudesse restar da burocracia e do protocolo que sempre o cercaram. O outro, despontando como um grande violonista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assistindo a um show do parceiro Tom Jobim que Vinícius se deparou pela primeira vez com Baden em ação. Impressionado com o virtuosismo do violonista, assustado com a maneira com que seus dedos dançavam sobre as cordas, Vinícius marcaria um encontro para o dia seguinte, para descobrir de onde vinha "aquilo". No encontro, nenhum resquício de dúvidas: ali estava um novo parceiro. Um dos últimos, e o menos freqüente. Mas aquele encontro marcaria ambos profundamente. Dois dias após a apresentação dos compositores, pelo parceiro Tom, Baden foi fazer uma visita no apartamento de Vinícius. A visita terminou três meses depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste período de retiro não planejado por nenhum dos dois, eles comporiam a maior parte de suas canções. Vinícius alçava de vez o jovem compositor à galeria de estrelas da música nacional. Baden, por sua vez, africanizava o parceiro, transportando- o para um caldeirão de tradições e sentimentos nunca antes visitados. E se espantava ao ver como o poeta, com seu modo muito próprio de ligar o cotidiano e o cósmico, facilmente construía uma ponte entre a tradição negra e as interrogações existenciais da Zona Sul carioca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parceria Baden/ Vinícius terminaria quando ambos estivessem prontos para novas viagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contato com Vinícius marcaria Baden para sempre.Três anos após a morte de Vinícius, Baden se apresentava em Frankfurt, na Alemanha, todo vestido de branco (como estaria Vinícius numa ocasião daquelas). Ao fim do show, virou- se para a platéia, gritando: "Volta, Vinícius! Sem você, meu Vinícius, eu não sou ninguém! Sem você, meu parceiro, eu não sou ninguém!" Em forma de refrão, o pranto iria tornar- se uma marca registrada em suas apresentações. A expressão de um luto. Um luto que Baden sabia, jamais teria fim.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3809914-82580797?l=revisitampb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/82580797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/82580797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revisitampb.blogspot.com/2002_09_29_archive.html#82580797' title=''/><author><name>Amadeu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08790758247792967212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3809914.post-82416837</id><published>2002-10-02T07:27:00.000-07:00</published><updated>2002-10-02T07:27:37.760-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;CENTER&gt;&lt;img src="http://www.ctelles2657.blogger.com.br/mamyemenescal.jpg"&gt;&lt;/CENTER&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele era garoto quando conheceu Sylvinha Telles. Segundo suas palavras, foi no Teatro Folies, no posto 6 em Copacabana, num Teatro de Revista chamado "Gente bem e Champanhota",dirigido pelo cômico Colé, que Menescal se encantou com Sylvinha e Candinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menescal tinha dezoito anos, e entrava meio escondido no teatro, onde era proibido para menores de vinte e um anos. Foi a primeira noite, a segunda, a terceira, até que meu pai e minha mãe passaram a tocar para ele.&lt;br /&gt;Menescal se impressionou com a maneira de interpretação de Sylvinha e com o violão moderno e bem tocado por Candinho. Não demorou muito, Sylvinha o convidou para ir lá em casa, onde ele me conheceu aos 8 meses, e em trajes sumários, pesadas fraldas. Menesca diz que não esquece meus olhos amendoados e escuros olhando curiosa para ele dentro do quadrado. Ali, e tendo a mim como espectadora , Sylvinha lhe ofereceu seu primeiro trabalho profissinal, e Menescal excursionou pelo Norte e Nordeste a acompanhando em shows.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São muitas histórias, muitas verdades, cada um tem sua visão dessa história, da história do começo da Bossa Nova, aos poucos vou tentar mostrar aqui, a visão que tenho, a visão do que vivenciamos, a nossa visão desse começo. De como Sylvinha foi importante no começo de tantos como Menescal, como Chico Buarque, Betania, Caetano...De como ela era moderna musicalmente, de como foi a primeira a gravar Roberto Carlos sem ser da Jovem Guarda e foi terrivelmente criticada por isso.&lt;br /&gt;Enfim, aqui temos tempo e espaço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3809914-82416837?l=revisitampb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/82416837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/82416837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revisitampb.blogspot.com/2002_09_29_archive.html#82416837' title=''/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17180743211866660128</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3809914.post-82332606</id><published>2002-09-30T14:59:00.000-07:00</published><updated>2002-10-01T08:41:12.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img alt="Gil" src="http://sopravariar.festim.net/archives/gil.jpg" width="219" height="319" border="0"&gt;&lt;br /&gt;"Eu vivo o tempo todo com ela&lt;br /&gt;Eu vivo o tempo todo pra ela&lt;br /&gt;minha Música, musa única"&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Meu post de estréia aqui no Revisita. E ao pensar sobre quem seria esse meu primeiro post, a imagem que veio à minha mente foi &lt;a href="http://www.gilbertogil.com.br"&gt;Gilberto Gil&lt;/a&gt;. Quando Amadeu me fez o carinhoso convite para escrever por aqui, ele deu a liberdade de escrever sobre a época que fosse, muito embora a idéia principal seja revisitar os geniais mestres, meio que esquecidos pelo ingrato sistema em que nossa música vive mergulhada. Mas mesmo assim, pensei em como Gilberto Gil se alarga para os dois lados da linha do tempo da nossa música: é um dos grandes 'revisitantes', com suas regravações dos gênios mais antigos da MPB; e é um dos artistas mais sintonizados com os tempos atuais. Então, fiquei à vontade: Gil é atual, mas mesmo assim ainda tem sua parte a ser revisitada.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Musicalmente, Gilberto Gil é sinônimo de pluralidade; de visão aberta. De receptividade a todo e qualquer tipo de música de qualidade. De ausência de preconceitos. É um artista influenciado, com quase o mesmo peso, pela bossa nova de João Gilberto, pelo reggae de Bob Marley, pelo baião de Luiz Gonzaga, pelo rock de Jimi Hendrix, pelo samba de Dorival Caymmi, e por muitos outros, vários, incontáveis. E passeia por esses estilos, sempre com a mesma maestria habitual. Funde-os à sua vivência, mistura desde aquele menino de 5 anos ouvindo o som da banda da parada de 7 de setembro e das procissões na cidade de Ituaçu, até ao famoso cantor/compositor brasileiro com ganas de conhecer o mundo que se expandia para além do mar azul da Bahia. Mistura o que recebe com o que está no interior de si, criando algo novo. É a Refavela, a "escola de samba paradoxal" pregada por mestre Gil: "brasileirinho pelo sotaque, mas de língua internacional".&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Em suas letras, Gil faz por onde merecer o título de Poeta. Poeta como poucos de nossa música. Gil surge com letras de cunho social e político, mas esse era um canal demasiado estreito para a quantidade de energia latente dentro do cérebro do baiano Gil. E a mesma pluralidade musical transparece nas letras de Gilberto Gil, irretocáveis: amor, crítica, reflexão, carnaval, introspecção, festa. Impressiona pela facilidade com que faz uma letra genial inspirado tão somente por um fato cotidiano. Sorriso e lágrima, luz e escuro, retiro e multidão. Todos os caminhos, em todas as direções e sentidos. É dono da habilidade lúdica de brincar com as palavras, e também do poder de criar imagens precisas. Poeta, no âmbito mais amplo da palavra.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Nesses tempos atuais de decadência musical brasileira, Gil é um dos poucos que mantém os pés firmes na qualidade. Para notar isso, basta tomarmos seus últimos discos: a parceria com Milton Nascimento, magistral; a trilha sonora do filme "Eu, Tu, Eles", tirando o chapéu para Gonzagão e abrindo o terreiro para a festa; e a viagem até a Jamaica de Bob Marley, em "Kaya N'gan Daya". E aí mora a qualidade. Raiz, folha e pólen da música de Gil. Firme e forte tal qual raiz, aberto e receptivo como as folhas. E espalhando-se pelo ar, como o pólen. Para nossa mais absoluta felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Para ouvir: &lt;a href="http://www6.gratisweb.com/encrenca/naci_inter/musicas/gil/gil_pilula_de_alho.mid"&gt;Pílula de alho&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3809914-82332606?l=revisitampb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/82332606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/82332606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revisitampb.blogspot.com/2002_09_29_archive.html#82332606' title=''/><author><name>Marcelo Siqueira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3809914.post-82276388</id><published>2002-09-29T11:11:00.000-07:00</published><updated>2002-09-29T11:14:35.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;CENTER&gt;&lt;img src="http://www.revisitampb.blogger.com.br/cartola-01.gif" alt="foto de N.M.Passos/ arquivo ABI"&gt;&lt;br /&gt;"Faço samba, música para você guardar&lt;br /&gt;dentro de si eternamente, no seu coração,&lt;br /&gt;E não apenas na sua coleção de discos."&lt;/CENTER&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Páro prá ouvir uma coletânea de &lt;a href="http://www.na-cp.rnp.br/~murgel/MPBNet/musicos/cartola/" TARGET="_blank"&gt;Cartola&lt;/a&gt; no CDRom e as lembranças vão longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As faixas vão me levando de volta à minha juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...com um suspiro sinto tudo retornar. Cerro os olhos e sinto as lágrimas que começam a correr em marcha ré, marcando devagar o tempo de trás pra adiante, como os ponteiros do relógio a girar em sentido contrário. Como que pelos olhos de outra pessoa, vejo- me rejuvenescendo. Vejo os espaços de minha cabeça, os que estão vazios pela falta de cabelos serem preenchidos; vejo as poucas rugas nos cantos dos olhos se esticando, os braços e as pernas enrijecerem em músculos infantis. As lições que aprendi com a idade tornam- se indistintas e minha inocência vai voltando..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha lembrança empaca em 1977 como se ali houvesse algo de importante, como um cão farejador que encontra o objetivo de sua busca. Me vem, quase do nada, uma cena de TV, uma matéria de jornal. Busco na história escrita e encontro algo relacionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cartola estava em Porto Alegre, muito longe da sua Mangueira. Excursionava pelo país com seu show, mas estava triste. Acho que pensava na morte do pai, ocorrida alguns dias antes. Mas também devia pensar que não tinha tempo para lamentações: seu público o esperava. A fama, que buscara e desejara por tanto tempo, finalmente estava ali, ao alcance das mãos, e ele não podia se queixar. Olhou para João Nogueira, com quem dividia o espetáculo, respirou fundo e entrou no palco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aplausos o animaram. Os sucessos, antigos e novos, começaram a se suceder no violão, na voz afinada e ritmada do grande mestre, sempre acompanhado pelo coro das pessoas que lotavam o Teatro da Reitoria. O sol havia nascido como ele previra em 'O Sol Nascerá'. Era o fim da tempestade. Ele se sentia realizado. Ou pensava se sentir. O auge do show viria daí a pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de inspirar profundamente, ele começou: "Bate outra vez/ Com esperanças o meu coração/ Pois já vai terminando o verão, enfim..." Quando chegou aos últimos versos de 'As Rosas Não Falam', a cidade de Porto Alegre surpreendeu o velho compositor. Por todos os lados, começou a chover pétalas de rosas, cobrindo o palco e interrompendo a música. Sem saber o que fazer, Cartola, emocionado, parou de cantar, cobriu o rosto com as duas mãos e chorou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso foi naquele 11 de outubro de 1977. Cartola estava completando 69 anos. Já não havia mais dúvidas. Ele vencera. Era a recompensa pelos anos de dificuldades, pela luta constante contra a miséria financeira, contra o esquecimento que se abateu sobre ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...gostaria que fosse possível girar os ponteiros do relógio pra trás e eliminar toda a tristeza, mas tenho a sensação de que, se o fizesse, também a alegria desapareceria. Por isso acolho as lembranças como elas me chegam, aceitando- as todas e deixando que me guiem sempre que posso..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ouvir: &lt;a href="http://www6.gratisweb.com/encrenca2/claudia/claudia_telles_folhas_secas.mid"&gt;Folhas Secas&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3809914-82276388?l=revisitampb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/82276388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/82276388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revisitampb.blogspot.com/2002_09_29_archive.html#82276388' title=''/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17180743211866660128</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3809914.post-82255782</id><published>2002-09-28T19:45:00.000-07:00</published><updated>2002-09-28T23:47:20.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;CENTER&gt;&lt;img src="http://www.yoursoul2.blogger.com.br/candinho-01.jpg" alt="Candinho"&gt;&lt;br /&gt;Compositor e violonista, uma das mais&lt;br /&gt;belas linhas melódicas da Bossa Nova&lt;/CENTER&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Cândido de Mello Mattos Sobrinho foi discípulo do grande violonista Garoto -  Augusto Aníbal Sardinha - e começou a carreira profissional junto com a sua noiva Sylvinha Telles no &lt;i&gt;pocket&lt;/i&gt; show '&lt;i&gt;Gente Bem e Champanhota&lt;/i&gt;' do comediante Colé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sucesso do show era a música 'Amendoim Torradinho', com a dupla,  e, sempre na primeira fila do teatro Follies, Roberto Menescal tentava decifrar e aprender os difíceis acordes do violão de Candinho. Uma personalidade romântica, como as músicas que compõe, é um dos mais importantes, reconhecidos e respeitados nomes da Bossa Nova e influenciou diversos compositores que têm seu nome ligado à música brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Candinho e Sylvia casaram- se em 1956 e estrelaram um programa na recém inaugurada TV Rio chamado "&lt;b&gt;Música e Romance&lt;/b&gt;", sucesso nas noites de quarta feira. O programa seguia a linha do "I Love Lucy", e mostrava a 'casa' do casal - no primeiro Reality Show da TV brasileira -, os amigos que os visitavam semanalmente e mostravam suas mais recentes composições. Foi assim que apareceu o 'mestre' Garoto com sua belíssima e inédita "Duas Contas", Johnny Alf e sua "Rapaz de Bem", Billy Blanco com "Mocinho Bonito" e depois com "A Banca do Distinto" e Tito Madi , desde sempre amigo da família, com seu "Balanço Zona Sul", Foi ali também, naquela casa, que Aloysio de Oliveira, na época o homem forte da Odeon resolveu que um novo compositor seria oficialmente lançado: Tom Jobim, que lá chegou como 'acompanhante' por de Dolores Duran numa visita para saber as novas do casal e da gravidez de Sylvinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve como parceiro mais constante o compositor Lula de Oliveira, com quem nos deu duas obras primas: "Companheira" e "Sonhando", mas passeou entre outros nomes. Com Ronaldo Bôscoli compôs Dorme, nossa sugestão do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notívago singular, freqüentava o Bar Velloso, em Ipanema, onde foi composta por Tom e Vinícius a música Garota de Ipanema. Candinho começava os 'trabalhos' cedo no bar, no fim da tarde, só indo prá casa alta madrugada. Contam que certa vez chegou ao Velloso para encontrar o amigo e também violonista Gaucho, que ao vê- lo gritou pro garçom: "Duas cervejas!". Candinho imediatamente arrematou: "Duas prá mim também".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formou- se em Direito e afastou- se do cenário musical. Alguns projetos estão em andamento para tornar o compositor conhecido do grande público, entre eles o lançamento de CDs e um SongBook. Vale à pena esperar, e conferir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ouvir: &lt;a href="http://www6.gratisweb.com/encrenca_1/blog_revisitinha/claudia_telles/claudia_telles_dorme.mid"&gt;Dorme&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3809914-82255782?l=revisitampb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/82255782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/82255782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revisitampb.blogspot.com/2002_09_22_archive.html#82255782' title=''/><author><name>Amadeu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08790758247792967212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3809914.post-82227113</id><published>2002-09-27T23:38:00.000-07:00</published><updated>2002-09-28T00:02:24.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;CENTER&gt;&lt;img src="http://www.yoursoul2.blogger.com.br/noel-rosa.gif" alt="Caricatura de Noel, por Noel"&gt;&lt;br /&gt;Noel Rosa foi uma reunião. Em sua curta existência,&lt;br /&gt;ele misturou o ardor dos românticos com a vontade&lt;br /&gt;de gozar a vida daqueles que são sempre jovens.&lt;br /&gt;Viveu intensamente sua breve&lt;br /&gt;passagem pelo mundo.&lt;/CENTER&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Feitiço que fez a Vila&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.geocities.com/locbelvedere/Biografia/BiografiaNoelRosa.htm" TARGET="_blank"&gt;Noel Rosa&lt;/a&gt; era um pândego, quase um humorista, com suas letras irônicas, sarcásticas, quase satíricas. Os livros contam esta história. E essa é, de fato, a história de Noel Rosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas décadas de 20 e 30 ele alegraria o bairro de Vila Isabel, a cidade do Rio de Janeiro, o estado da Guanabara e o Brasil. Sua música inovaria, e ainda assim, seria aceita até pelos conservadores, que não resistiriam ao sorriso fugidio que lhes nasceria nos lábios, mesmo que tímido, quando o rádio tocava &lt;i&gt;'Gago Apaixonado'&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;'Que Horas São?&lt;/i&gt;' ou &lt;i&gt;'Com que Roupa?&lt;/i&gt;'. Noel Rosa seria um compositor popular. Mas talvez a figura que melhor se encaixasse a ele seja a de um palhaço. Mas um palhaço romântico, daqueles que fazem questão de se maquiar colocando em destaque uma lágrima no rosto, e a partir dela ir quebrando lentamente as resistências, ir conduzindo a imaginação de quem ouve, até que o riso seja alegre e franco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lágrima de Noel esteve sempre estampada em sua face. Surgiu em seu parto. Uma operação difícil, resolvida à fórceps, que mobilizou dois médicos e teve como principal conseqüência uma fratura no maxilar inferior do bebê. Uma fratura que não foi percebida de imediato e que só seria notada meses depois, passado tempo demais para uma correção definitiva. A criança ficaria marcada para o resto da vida. Porém, mais profunda que a deformação física, seria a deformação no espírito. Ele carregaria prá sempre um grande complexo. A linha reta que ligaria o pescoço ao lábio inferior, quase sem a presença do queixo seria responsável por várias amarguras que o acompanhariam por todos os caminhos da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses caminhos, um caminho obrigatório era a Boulevard 28 de Setembro, desde sempre a principal avenida de Vila Isabel, zona norte do Rio. E em seu caminho obrigatório Noel nunca passou despercebido. As costas ligeiramente encurvadas, o  violão por companheiro e as paradas em botecos, bares, bodegas e nas portas das casas em cumprimentos aos que o reconheciam. O caminho era o trajeto até o ponto do bonde que o levaria ora ao Café Nice, no centro, ora aos prostíbulos da Lapa ou do Mangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o ano de 32 e Noel Rosa já era um compositor popular. No carnaval anterior sua música '&lt;i&gt;Com que Roupa?&lt;/i&gt;' foi a mais executada. Era o início do caminho que incorporaria o bairro de Vila Isabel ao cenário artístico brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele palhaço com a lágrima marcada à ferro na face mudou a vida de uma comunidade. Transformou ruas, casas, pessoas e botequins tipicamente cariocas e de classe média em imagens que passaram a povoar a imaginação coletiva brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ouvir: &lt;a href="http://www6.gratisweb.com/encrenca_1/blog_revisitinha/noel_rosa/noel_rosa_gago_apaixonado.mid"&gt;Gago Apaixonado&lt;/a&gt; - 1930&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3809914-82227113?l=revisitampb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/82227113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/82227113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revisitampb.blogspot.com/2002_09_22_archive.html#82227113' title=''/><author><name>Amadeu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08790758247792967212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3809914.post-82085207</id><published>2002-09-25T00:45:00.000-07:00</published><updated>2002-09-25T00:45:08.396-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;CENTER&gt;&lt;img src="http://www.revisitampb.blogger.com.br/gonzaguinha.gif"&gt;&lt;br /&gt;"nunca vou ser o que os outros querem"&lt;/CENTER&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Compacto estava encalhado há quase 3 meses. Mais algum tempo, seria recolhido, colocando um ponto final na promissora carreira do jovem compositor. O fracasso seria inevitável se &lt;a href="http://www.gonzaguinha.com.br/" TARGET="_blank"&gt;Luiz Gonzaga Junior&lt;/a&gt; não tivesse se apresentado no programa de Flávio Cavalcanti, naquela noite de fevereiro de 1973. Os versos da música 'Comportamento Geral' causaram furor: "Você deve notar que não tem mais tutu/ E dizer que não está preocupado... Você merece".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acusado de terrorista e de antipatriota pelos jurados do programa, o compositor receberia uma advertência da censura no dia em seguinte. Em compensação, a polêmica levaria sua música às rádios, e em dois dias, Gonzaga Junior já ocupava o sexto lugar na parada de sucessos da rádio Tamoio. Nas lojas, os compactos se esgotaram em menos de uma semana. Logo veio a ordem da censura: 'Comportamento Geral' estava proibida em todo o território nacional, os compactos foram recolhidos e Gonzaguinha chamado à sede do DOPS para prestar esclarecimentos. Vivia- se um tempo de perseguições e de censura. A ditadura não pensava duas vezes antes de escolher seus inimigos, e em pouco tempo, Gonzaguinha se tornaria uma de suas vítimas preferidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada muito mais difícil de lidar do que a vida dura que o menino Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior sempre levara. Nascido no dia 22 de Setembro de 1945, tinha como regra não reclamar ou chorar de autopiedade. Batia quando precisava e aguentava a pancada quando ela vinha. Era assim que enfrentava tudo, fosse um desafeto pessoal, fosse a censura que o perseguia:batia e segurava o tranco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criado por Xavier e Dina no morro de São Carlos, no Estácio, bairro tradicional do samba no Rio de Janeiro, Gonzaguinha, imerso no dia-a-dia atribulado da população do morro, ia aprendendo a dureza de uma vida marginal, a injustiça diária vivida por uma parcela da sociedade que não tinha acesso à nada. À medida que crescia, se amargurava com os fatos de sua vida. Tornava- se seco. Pirracento. Mas, também, atencioso, detalhista, veemente, firme, ético e, principalmente solidário. Solidário com os sofrimentos e com os problemas das parcelas mais pobres da população. Mais tarde, o moleque se formaria, sairia do morro, ganharia fama por todo o País, mas nunca esqueceria suas origens, o abandono, as dificuldades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns, Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ouvir: &lt;a href="http://www6.gratisweb.com/encrenca/naci_inter/musicas/gonzaguinha/gonzaguinha_diga_la_meu_coracao.mid"&gt;Diga lá, meu coração&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3809914-82085207?l=revisitampb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/82085207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/82085207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revisitampb.blogspot.com/2002_09_22_archive.html#82085207' title=''/><author><name>Amadeu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08790758247792967212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3809914.post-82085107</id><published>2002-09-25T00:40:00.000-07:00</published><updated>2002-09-25T00:40:20.800-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;CENTER&gt;&lt;img src="http://www.revisitampb.blogger.com.br/adoniran.jpg"&gt;&lt;br /&gt;Legítimo herdeiro da poesia popular, Adoniran fazia dos bares e&lt;br /&gt;balcões cenários onde parte de sua obra se compunha&lt;br /&gt;e se concretizava.&lt;/CENTER&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- "Contracenamos em novelas, tamborilamos sambas em botecos, dividimos cigarros ao meio, compusemos alguns intrincados versos. E eu... ri muito com ele. Só não poderia dizer que rimos juntos. Adoniran não ria..." (Rolando Boldrin)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegado em São Paulo aos 22 anos, vindo de Santo André, nascido em Valinhos, o filho de seu Fernando e de dona Ema queria ser artista. Queria ouvir os aplausos vindos da platéia, sentir o frio na espinha antes das apresentações, queria trabalhar no teatro. Nasceu João Rubinato, mas quando optou pelo rádio - que lhe parecia o caminho mais fácil para o estrelato - deu à luz &lt;a href="http://www.adoniran.kit.net/" TARGET="_blank"&gt;Adoniran Barbosa&lt;/a&gt;. Adoniran era o nome de um amigo, companheiro de boemia e de copo. O Barbosa veio do sambista Luiz Barbosa, ídolo do até entao João Rubinato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantou de graça em diversas rádios, participou do programa 'Hora do Calouro', na rádio Cruzeiro do Sul e tentava insistentemente não ser gongado antes do final da música. Sua persistência foi finalmente recompensada quando conseguiu cantar 'Filosofia', de Noel Rosa, até o fim. "O homem do gongo devia estar dormindo", ironizou muito tempo depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1934, compôs em parceria com J. Ambierê a marchinha carnavalesca Dona Boa, que no ano seguinte acabou ganhando o 1º lugar no concurso carnavalesco organizado pela prefeitura de São Paulo. Do prêmio - 500 mil réis - Adoniran ficou ficou com a maior parte, que por pouco não sumiu, consumida na comemoração regada a cerveja e bate- papos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sucesso de Dona Boa ajudou Adoniran a  conseguir seu primeiro  contrato na Rádio São Paulo. Animado, decidiu casar com a moça que  vinha namorando há algum tempo, Olga. mas a alegria não durou muito tempo. Logo, o diretor da emissora o  chamou: -- "Barbosa, amanhã você passa no meu escritório que tenho um negócio prá você". Imaginando um aumento de cachê, ou algo assim, Adoniran não estava preparado para o que viria a seguir: -- "Agora já acabou o carnaval e nós não precisamos mais de um cantor de samba. Pode passar no caixa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desempregado e sem dinheiro, o compositor foi morar com a esposa na casa da sogra, no Tatuapé, bairro da zona leste. Acabou arrumando emprego num escritório de contabilidade. Mas os números lhe pregavam peças, se confundiam e se misturavam numa confusão sem fim. No final do mês, estava com tanta vergonha que não voltou nem prá buscar o ordenado. Com esta vida, não conseguiu levar o casamento por muito tempo. Um ano depois, estava de volta à sua peregrinação pelas rádios da cidade. Só que desta vez, separado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ouvir: &lt;a href="http://www.adoniran.kit.net/mp3/Iracema.mp3"&gt;Iracema&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3809914-82085107?l=revisitampb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/82085107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/82085107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revisitampb.blogspot.com/2002_09_22_archive.html#82085107' title=''/><author><name>Amadeu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08790758247792967212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3809914.post-82085047</id><published>2002-09-25T00:37:00.000-07:00</published><updated>2002-09-25T00:37:06.610-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;CENTER&gt;&lt;img src="http://www.revisitampb.blogger.com.br/sylvinha-02.jpg"&gt;&lt;br /&gt;A grande dama da Bossa Nova&lt;/CENTER&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para as boas famílias dos anos 50, cantar e tocar violão eram coisas associadas à boemia decadente da Lapa, às brigas de navalha entre malandros em botequins imundos, à cachaça, à prostituição e à pobreza. O passaporte para esse mundo, na visão destas famílias, era o rádio, um lugar a se manter à distância de meninas bem criadas, como por exemplo, Sylvinha Telles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta, precisou arrombar a porta de casa de dentro prá fora. Foi às escondidas de seu pai - mas com a cumplicidade do restante da familia - que Sylvinha se apresentou nos '&lt;i&gt;Calouros em Desfile&lt;/i&gt;', de Ary Barroso, na Rádio Tupi. Mário Telles induziu o pai a ouvir "casualmente" o programa, no rádio do carro, e, quando este se deu conta de que a cantora de que ele havia gostado era sua filha, a 'sua Sylvia', já não podia impedir que ela penetrasse no mundo proibido. Mesmo por que o primeiro trabalho que ofereceram à menina, então com 19 anos, era o de uma assistente do palhaço Carequinha em seu programa - O Circo do Carequinha - na TV Tupi. Mais infantil que isso, impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ouvir: &lt;a href="http://www6.gratisweb.com/encrenca_3/bossa_nova/sylvia_telles_vc_e_eu.mid"&gt;Você e Eu&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3809914-82085047?l=revisitampb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/82085047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/82085047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revisitampb.blogspot.com/2002_09_22_archive.html#82085047' title=''/><author><name>Amadeu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08790758247792967212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3809914.post-82082142</id><published>2002-09-24T22:47:00.000-07:00</published><updated>2002-09-24T23:34:25.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Mais do que uma simples manifestação artística, a música popular brasileira é um tipo de catalisador do pensamento e da cultura nacionais. Há muito a música foi eleita como veículo em que nós, brasileiros, nos sentimos mais confortáveis para comunicar nossas paixões, nossas angústias, medos, ressentimentos, procuras, nossas posições políticas. Justamente por isso, resgatar a história da MPB é resgatar momentos, imagens e eventos da nossa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século passado, a música desabrochou. Quem tenta entender a sua trajetória percebe que até os anos 50 tivemos ensaios, talentos que foram espalhando sementes no imaginário do povo e dos compositores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas destas sementes frutificaram ali mesmo, no momento da semeadura, e viraram canções que até hoje habitam nossas memórias. São as canções de Noel Rosa, de Lupicínio Rodrigues, de Ismael Silva, de Ataulfo Alves e de muitos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi apenas no final da década de 50 que todas essas sementes se fundiram, se misturaram e deram origem à nova música popular do Brasil. Navegando nas águas de Tom Jobim, João Gilberto, Johnny Alf e Sylvinha Telles, a bossa nova atracou no porto brasileiro e mudou para sempre o rumo dessa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que veio depois foi o desenvolvimento da planta, foram as cores das pétalas, foram as curvas dos galhos. Foi uma geração inteira de talentos inéditos que continua produzindo e gerando frutos, confirmando a nossa música, brasileira, antes de tudo, como a expressão artística mais criativa do século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Revisita MPB vai procurar levar até você a história destes homens e mulheres. E, mais que tudo, dessa música.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3809914-82082142?l=revisitampb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/82082142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3809914/posts/default/82082142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revisitampb.blogspot.com/2002_09_22_archive.html#82082142' title=''/><author><name>Amadeu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08790758247792967212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
